PORQUE VOLTAMOS ATRÁS

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Paulo Zifum

Volto atrás em minha boa intenção com as pessoas porque o sentimento “era pouco e se acabou”. Descobri que muito de minha “bondade” é, na verdade, retribuição. Tenho inclinação em recompensar quem me compensa.

Como cristão, sinto-me um nada pelo fato de seguir indicadores desse mercado de vantagens, onde sou impulsionado a investir onde possa ter maior retorno. Sendo assim, porque eu deveria gastar recursos emocionais para consertar as coisas?

Sem ânimo, acabamos  fazendo tudo errado ou deixando de fazer o certo.

Esse tipo de ordem interna mexe muito com nossa disposição de manter o casamento, conciliar laços familiares, pedir perdão a amigos ofendidos e sofrer danos em favor do outro.

Jesus disse: “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” (Mt.5:23-24).

Note que não importa especificar quem está certo ou quem está errado, mas o que interessa é definir a base da relação: Eu-Deus-Próximo. A “oferta” mencionada por Jesus se refere à procura do perdão e favor divino. Jesus alerta que não faz sentido querer estar bem com Deus e não desejar consertar as coisas com as pessoas. Se elas me ofenderam e meu coração quer desistir delas, devo deixar no altar a oferta. Se eu as decepcionei, não devo insistir contra a consciência, devo deixar no altar minha oferta e só voltar quando as coisas estiverem acertadas no que depender de mim.

Quando me tornei cristão me comprometi a amar a todos. Isso, envolve manter minhas promessas de ser verdadeiro e fiel, mesmo que elas deixem de ser. O problema é que descubro com frequência que algumas relações minhas estão construídas sobre a areia da retribuição e não sobre a rocha da Graça. Por isso está escrito que o amor se esfriará de quase todos (Mt.24.12). Hoje em dia as pessoas querem ser felizes e por isso estão inclinadas a “trocar de fornecedor” se o outro não for capaz de encher seu “tanquinho emocional”.

Eu não quero voltar atrás! Quero manter minha palavra, mesmo quando sair prejudicado (Sl.15.4). Por que? Porque Deus não volta atrás em sua boa palavra de amor para comigo e não me trata como eu mereço, mas insiste com sua misericórdia.

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