EDIFICANDO TORRES

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Paulo Zifum

“Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar” Lc.14.25-30
Jesus compara o discipulado com a tarefa de edificar uma torre. A torre é uma obra que pretende evidência para cumprir o propósito de vigilância. E é nela que o atalaia cumpre sua tarefa de avisar sobre inimigos e confirmar a chegada de amigos. O Senhor usa o planejamento financeiro da difícil e cara construção com o preço do discipulado.
Todos conhecemos a frustrante experiencia de errar cálculos e planejamentos. Mas aqui, Jesus se refere quanto ao custo de assumir um compromisso público com ele. O cálculo exige conhecer as implicações de ser discípulo. Jesus, em seu discurso claro e honesto, não deixava jamais de alertar sobre a diferença de estar com ele e ser dele. O incidente com o jovem rico mostra essa preocupação de Jesus em ajudar seus seguidores a visualizarem a linha riscada que separa os homens resolvidos e os indecisos.
A maioria prefere admirar o cristianismo, o que não exige um compromisso. Ora,  assumir a mensagem do Evangelho mas não leva-lo às última consequências, é como começar uma torre, mas percebendo o alto custo, desiste.
Saul começou, mas não pôde acabar, Judas começou, mas não pôde acabar, como sabemos. Agora, um discípulo pode ter um momento de fraqueza como viveu Pedro, que tendo começado, vacilou, tornando-se um vexame. Mas, retomou a torre e pagou o preço com seu martírio.
Podemos falar da alegoria de edificar torres, que pode significar expôr-se em sua fé, assumindo o perigoso ministério da reconciliação num mundo impenitente. Ser cristão exige um preço que, aqueles que se filiam à Igreja por sua beleza de fraternidade e coerência de missão, talvez ignorem.

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