VOCÊ PRECISA DE FREIO?

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Paulo Zifum

O equipamento de segurança necessário para os transportes é o freio. Estar sobre algo em movimento é perigoso e ter controle é uma medida essencial devido as muitas variantes.

Três textos bíblicos usam a metáfora do freio aplicada à nossa natureza indomável:

Salmo 32.9
Infelizmente o pecado deflagrou em nós um descontrole animal e só obedecemos algumas regras embaixo de leis e ameaças de punição. Por isso a impunidade é um laço para a sociedade (Pv.29.18), pois está escrito que “quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.” (Ec.8.11).

Tiago 3.2-3
Segundo Tiago, os apetites e vontades egoístas, poderiam ser controlados se domarmos a língua. A metáfora do controle do cavalo retorna agora de modo aplicado ao falar. E a afirmação de que todos descontrolamos de alguma maneira, encerra os homens a uma condição de necessidade de freio.

Gálatas 5.23
Qual a solução para essa maldição que nos acompanha? Como faremos nós que não conseguimos controlar a língua, a dieta alimentar e as autogratificações? Se é o trabalho, trabalhamos demais, se descanso, caímos em preguiça, se ofendidos, desenvolvemos mágoas, se gostamos, nos tornamos idólatras, se elogiados, passamos a alimentar disso, se preteridos, sentimos de dó de si, se temos fartura, queremos mais segurança. O que fazer com essa natureza que não quer limites?
A solução, segundo apóstolo Paulo, é o domínio próprio. O que é esse dom? É um freio concedido pelo Espírito Santo aos filhos de Deus que entram embaixo do jugo de Cristo. Sem esse freio descarrilhamos em “imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções
e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes” (Gl.5.19-21).

E o freio do qual precisamos é o próprio Cristo que nos diz: “venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt.11.28-30).

E esse jugo é a Cruz que põe fim no sofrimento, pois crucifica a carne em total descontrole. Ora, é mais leve a morte do ego que viver como um animal indomável sendo segurado por freios e cabrestos, tomando tranquilizantes ou posto em isolamento social.

Precisamos de freios, logo, necessitamos de Cristo.

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FILHO do HOMEM

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Eu era um jovem de 25 anos quando meu filho nasceu. Minha esposa era mais jovem ainda. Lembro de mim expulsando toda insegurança repetindo a frase “agora tenho um filho para criar”.

Completo hoje 22 nessa aventura de ver ben Adam (בן אדם )* crescer e tornar-se homem também. Embora ele seja um adulto, será sempre meu menino. Está criado, autônomo e resolvido. 

Um filho passa fases semelhantes a do pai. Quando tinha a idade dele, eu estava preocupado com minha profissão. A diferença entre nós é a distância que ele sobe. Os filhos normalmente voam mais alto porque são flechas.

Alegro-me de ver ben Zifum caminhando para sua vocação criativa e fico tranquilo, pois ele sabe sua identidade, seu lugar no mundo de Deus. Ele sabe o que YHWH deseja ao lustrar-lhe com seus dons e talentos. E a glória que Adam (אדם) negou ao Senhor, Levi לֵּוִי* a devolverá em cada nota de seu altar, porque é filho da aliança.

 

*Filho do homem (literalmente filho de Adão), é utilizada comumente no Judaísmo para denotar um ser humano, uma pessoa; o plural (bnei Adam, בני אדם) é utilizado para humanidade. No Cristianismo é reconhecido como Jesus, pelas referências nas Escrituras ao Messias.

*Levi (em hebraico: לֵּוִי;  “união”). A tribo de Levi tinha a responsabilidade pelas atividades sacerdotais, e os levitas eram os únicos sacerdotes com permissão de tocar e carregar a Arca da Aliança. Os descendentes de Arão, que foi o primeiro kohen gadol (sumo sacerdote), de Israel, foram designados como a classe sacerdotal, os kohanim. Cuidavam do templo, de preparo das cerimônias  e da música. Eram responsáveis por saber agradar cerimonialmente a Deus.

E QUEM NÃO É HOMOSSEXUAL?

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Paulo Zifum

Existem pessoas que são diferentes. Não sentem atração pelo sexo oposto e alguns, não se encaixam em padrões comportamentais do mundo hétero. Não são homossexuais. E nunca por um motivo simples: não estão em rebeldia contra Deus nem o substituíram por ídolos. Podem não ser cristãos, mas vivem embaixo do efeito Cornélio (At.10) onde há temor e piedade sem Cristo.

Meninos e meninas, moças e rapazes, homens e mulheres com essa característica deveriam ser livres das insinuações do tipo “você tem namorado?”, “ela é um bom partido”, “quando vai se casar?”. Porém essas pessoas, quando não são perseguidas por gente desocupada, são caçadas por olhares homossexuais e por liberais de mente escura que acham que eles estão dentro de um armário sufocados pela sociedade heterossexual.

Defendo que pessoas especiais, meninos dóceis e meninas duronas, sejam conduzidos a assumirem sim, uma vocação nobre em Deus que os criou com essa estrutura. Luto por esses e contra o diabo que sobe em cima das obras de arte do Senhor para profaná-las e invocar autoria.

Todos esses amados devem ouvir sobre o celibato e depois sobre a remota possibilidade de um casamento. E não precisam, necessariamente ir para um seminário ou para uma missão sacrificial distantes. Podem ser pessoas completas no meio da família e igreja, podem assumir os cargos mais altos, inclusive serem palestrantes sobre todas as relações humanas como foi o Apóstolo Paulo que, não apenas ensinava a todas as classes mas estimulava o celibato entre os jovens (1Co.7).

O homossexualismo pode ser uma tentação para essas pessoas especiais cujas carências não estejam tratadas. E tentação é uma palavra que invoca a queda e o afastamento do ideal de Deus. Os que buscam em Deus suprimento e nele sentido vocacional, não abraçam a rebeldia. O homossexualismo deforma o que deveria ser belo e verdadeiro, a saber: a castidade e o celibato.

*Foto: Rev. John Stott (1921-2011) foi um pastor e teólogo anglicano britânico celibatário, conhecido como um proeminente líder protestante, influente mentor do Pacto de Lausane.

ESFORÇO CONFESSIONAL

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Paulo Zifum

Falar, escrever, cantar e emoldurar o amor pode ser um esforço para não perdê-lo de vista. As tentações cercam os amantes, posto que são atraentes. Em perigo, para proteger a aliança sagrada, algumas declarações são meios de manter a exclusividade lá no alto.

Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião. Ali, nos salgueiros penduramos as nossas harpas; ali os nossos captores pediam-nos canções, os nossos opressores exigiam canções alegres, dizendo: “Cantem para nós uma das canções de Sião! “Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira? Que a minha mão direita definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti! Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, e não considerar Jerusalém a minha maior alegria!”  Salmo 137.1-6

Se, por um só momento, o peregrino esquecer o Reino, há de se encantar por onde passa a ponto de ficar afeiçoado, senão enfeitiçado. Por essa razão é importante a confissão.

Mas, confessar o quê?

O Salmo 137 menciona as duas grandes cidades Babilônia e Jerusalém. Ora, todo cristão deve conhecer essa alegoria entre a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens. Entre elas há um conflito e Babilônia disputa os corações.

O adorador pode inclinar-se tanto para um lado quanto para o outro. Mamon não se importa se você serve a ele e a Deus ao mesmo tempo, pois a traição lhe é doce. Mas os que amam a Deus verdadeiramente, temem ter o coração dividido. Por isso o esforço confessional é necessário. Falar, escrever, cantar e emoldurar o amor é comprometer-se publicamente.

E nesse Salmo, podemos aplicar que, o cristão por confessar um só amor, é acometido de tristeza às margens da internet, das festas, da opulência desse século. É pego “com olhar distante de quem quer lembrar”. Babilônia pode ser interessante, atraente, sedutora, mas o cristão foge e confessa que sua pátria está “além do rio”.

Quem ama, confessa. E quem sente ameaça de trair seu amor, escreve confissões para proteger seu coração que sente paixões estranhas (estrangeiras).

CONFISSÃO BELGA (1561) Artigo 21: “Por essa causa dizemos, exatamente como Paulo, que nada sabemos “senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2). Consideramos “tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus” nosso Senhor (Fp 3.8). Nas suas feridas encontramos consolação e não temos necessidade de buscar ou de inventar qualquer outro meio de reconciliação com Deus senão esse único sacrifício,
ofertado uma única vez, através do qual os que crêem foram aperfeiçoados para sempre (Hb 10.14).10 Por isso o anjo de Deus O chamou de Jesus, isto é, Salvador, “porque ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21).11

EU FIQUEI DOENTE TAMBÉM

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Paulo Zifum

Ora, quem se enfraquece, que eu semelhantemente não me sinta enfraquecido? 2Coríntios 11.29

Ser cristão é ser compassivo (diferente de passivo). O cristianismo verdadeiro envolve-se com quem sofre oferecendo alívio: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo… …mas cada um deverá levar a própria carga” (Gl.6.2 e 5). Onde há cristãos há partilha dos bens e dos males.

Os fardos pesados da enfermidade vão desde dores até a privação de qualquer tipo de descanso e alegria. A pessoa doente sente-se culpada quando vê que sua família está sobrecarregada por causa dela. Sente falta de pequenos agrados, mas evita falar porque não deseja ser pesada. E a doença pode piorar se o enfermo notar aquela dó descomprometida nos observadores.

O cristianismo não é uma religião contemplativa. A contemplação que ocorre no encontro com Jesus inaugura o movimento do amor, e, esse amor é alimentado pela contínua contemplação do Senhor. Mas, definitivamente, cristianismo é amor prático. Portanto, estando próximo a um enfermo, o cristão procura aliviar-lhe as dores de modo físico ou emocional. Se apenas contemplar, não é cristão.

Cada um levará sua própria carga, lutando com suas limitações sem ficar jogando tristeza e coitadismo sobre parentes e amigos. Agora, Deus é testemunha de milhares de enfermos que estão sendo esmagados por fardos que poderiam ser aliviados pela partilha caridosa.

Jesus alertou que, no dia do Juízo, expressará sua decepção e ira com todos aqueles que não foram visitar os enfermos: “Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos, porque estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram” (Mt.25.41-43). E, com certeza, o Senhor sabe que não podemos sofrer em compaixão por todos os enfermos, mas prenderá na cela eterna aqueles que, podendo aliviar um enfermo, continuaram suas rotinas e felicidades sem subtrair nada de valores disponíveis.

O egoísmo é uma das piores doenças, mas a compaixão é um melhores remédios. Ficar ao lado de um enfermo, fazendo-lhe companhia, tira o fardo do doente e da família. Pagar despesas, mesmo que seja pouca coisa, já alivia. Ligar para dizer que se importa, alivia. Cortar a grama, pintar a casa, lavar o carro, cuidar dos filhos, dos pais idosos, alivia.

Um mundo de pessoas está doente. Porém, mesmo sendo rico e saudável, não posso aliviar o mundo. Então, farei o seguinte, tomarei minha saúde, tempo e recursos e “ficarei doente” por, pelo menos, três: um parente, um amigo e um desconhecido, nessa ordem. Se não houver parente ou amigos, aliviarei os desconhecidos.

Depois do Cristo fez por mim (Is.53), desejo muito ser um cristão. E seria imoral viver leve enquanto pessoas carregam pesados fardos.

A NEBULOSIDADE DAS FRONTEIRAS

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Paulo Zifum

toda exatidão aparente sempre negligencia a nebulosidade das fronteiras” Vern Poythress -Teologia Sinfônica

A ânsia de definir coisas, pessoas e fenômenos é natural. A lavadeira esfrega a toalha branca e, o resultado dependerá do padrão aplicado e dos brancos comparados. O juízo da lavadeira pode ser um, da patroa outro e dos convidados outro.

A questão é que, haverá dúvidas se algo ou alguém está longe ou perto da fronteira. Haverá discussão de legitimidade ou invasão. E o problema torna-se mais complexo quando as pessoas traçam fronteiras em pontos diferentes, invocando um ideal pessoal.

Tudo fica muito nebuloso!

A Bíblia nos oferece diversos exemplos de como as coisas podem não parecer muito claras no juízo humano. Um dos casos é o de Judá e sua nora Tamar:

disseram a Judá: “Sua nora Tamar prostituiu-se, e na sua prostituição ficou grávida”. Disse Judá: “Tragam-na para fora e queimem-na vivaGênesis 38:24

Se você clicar no link acima poderá notar as fronteiras morais que podemos estabelecer. Depois de  definir, podemos invocar exatidão de nosso juízo sem dar ao outro o benefício da dúvida. Essa história de Judá é picante e muito confrontativa. O final traz impacto sobre nossa vida quando a verdade vem à tona e as névoas se dissipam.

Outro caso semelhante ocorreu com Jesus e a mulher adúltera:

disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério.
Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?
João 8:4,5

Eles estavam numa fronteira para definir o valor de uma pessoa diante da lei. Só não sabiam que estavam diante do próprio Legislador e Juiz. E parecia que estavam preocupados com a exatidão da interpretação da lei, mas na verdade queriam empurrar a Jesus para fora do legítimo.

O que podemos perceber nesses dois incidentes é que os homens não são confiáveis quando o assunto é exatidão. Nossos julgamentos são limitados à aparência e afetados de enganos. Precisamos considerar com humildade a possibilidade de que nossos marcos epistemológicos e nossa matriz teórica precisa passar pela auditoria das Escrituras* cuja fronteira está bem definida.

*A Bíblia, começando de Gênesis, tem fronteiras muito bem definidas com leis apodíticas, com juízos perfeitos numa revelação progressiva até seu ápice em Jesus e seu Sermão do Monte. E Jesus como rei e juiz tem sua voz ecoando pelas cartas até encerrar-se em Apocalipse (a fronteira do cânon). Porém, isso não significa que a Bíblia revela todas as coisas. Existem assuntos ora especulados que foram reservados por Deus (Dt.29.29) e que configuram clássicas fronteiras nebulosas. Mas, o que foi revelado é suficiente para esclarecer tudo que precisamos moral e espiritualmente.

 

SER OBJETIVO

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Paulo Zifum

Ser ou não? Que confusão!

To be or not to be, that is the question” é a frase célebre atribuída a Shakespeare: “Ser ou não ser, eis a questão!”. Ser feliz ou ser justo? Que dilema para Hamlet que não conseguia unir esses dois objetivos.

É muito difícil andar em linha reta quando não se sabe onde se quer chegar. As pessoas dão voltas em tudo, ora porque não sabem o que querem, ora porque querem despistar alguém. E assim, não conseguem um progresso real que as ajude a falar a verdade ou viver de modo autêntico e objetivo.

Se você sente que está enrolando na vida fazendo de conta que sabe para onde está indo, então, pare! Não vale a pena viver sem um objetivo. Pergunte: Qual a razão de se fazer certas coisas?

Por que marchar sem parar? Talvez frenéticos respondam: porque que não se pode mais voltar. E seguem mesmo que não faça o mínimo de sentido o que se persegue. Milhares de pessoas levantam bandeiras sem saber exatamente o teor da causa, gastando recursos e tempo sem achar nada no fim.

Ser esposo, ser esposa, ser pai, ser mãe, ser filho, ser irmão, ser amigo, ser soldado em qualquer que seja a profissão, requer objetivo, ou seja, finalidade última. E muita gente ainda não conseguiu achar porque está procurando no fim do arco-íris, que é, certamente um lugar errado.

Você deseja viver uma vida eficaz e objetiva? Deseja encontrar sentido e propósito para sua vida? Então procure uma árvore mais próxima e tente notar que a finalidade de nossa vida nesse mundo é nascer e crescer para cima, para Deus. É um estender para o outro e nunca para si.  Se você for cristão, não procure um árvore, procure uma Cruz. Ali poderá rever com nitidez o objetivo último de nossa vida.