A AUTOESTIMA da ALTA ESTIMA

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Paulo Zifum

O que eu e você refletimos? …Deus criou os seres humanos para refleti-lo, mas, se não se comprometerem com ele, não o refletirão, e sim outra coisa da criação. No íntimo de nosso ser, somos criaturas reprodutoras de imagem. É impossível ser neutro nesse aspecto: refletimos o Criador ou outro elemento da criação”  G. K. Beale -“Você se torna aquilo que adora” p.16

Uma boa autoestima pode ser alcançada quando olho para mim e sinto-me semelhante a ao que mais amo e admiro. O constructo do bom, belo e verdadeiro está dentro de mim e quando alcanço esse padrão, sinto-me seguro.

Nesse “sonho lindo”, G.K. Beale diz que “as pessoas se parecem com o que veneram, seja para sua ruína, seja para sua restauração”. Logo, te uma autoestima na direção errada evidencia que se tem uma alta estima  aos ídolos inferiores.

Tim Keller em Deuses Falsos denuncia que o dinheiro, o poder, a fama e o amor romântico mentem por não entregarem a segurança que prometem. Quando aquilo que estimamos muito é um ídolo menor que Deus, nunca poderá produzir em nós uma autoestima sustentável.

E por quê não é uma autoestima segura? Porque a mulher diz “eu preciso ser amada” e o homem diz “eu preciso ser valorizado” e essa carência de roupas afetivas, sociais, intelectuais e estéticas não tem fim. A segurança e significado obtidos nos ídolos pode ser um sucesso, mas virá a desvanecer.

Porém, quando o Espírito Santo revela a verdade, o ser humano consegue perceber que Cristo é sua maior necessidade. Imediatamente, após ser regenerado, a alma passa a adorar a Cristo. Daí em diante, sua autoestima não é um reflexo das coisas criadas, mas Cristo. E é essa direção que Paulo dá à sua vida ao dizer:

Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo.
Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte
Filipenses 3:7-10

Se nos tornamos aquilo que temos em alta estima, então, nossa autoestima depende desse ídolo. Por isso Deus exige que não tenhamos outro deus diante dele. Não porque ele busca em estima em suas criaturas, mas porque as ama a sabe que se buscarem segurança e significado em coisas falsas, irão se perder.

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CERTEZA DE SALVAÇÃO

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Paulo Zifum

Os Cânones de Dort (1618-1619) diz:

Os eleitos recebem, no devido tempo, a certeza da sua eterna e imutável eleição para salvação, ainda que em vários graus e em medidas desiguais. Eles não a recebem quando curiosamente investigam os mistérios e profundezas de Deus. Mas eles a recebem, quando observam em si mesmos, com alegria espiritual e gozo santo, os infalíveis frutos de eleição indicados na Palavra de Deus – tais como uma fé verdadeira em Cristo, um temor filial para com Deus, tristeza com seus pecados segundo a vontade de Deus, e fome e sede de justiça.

A consciência e a certeza desta eleição fornecem diariamente aos filhos de Deus maior motivo para se humilhar perante Deus, para adorar a profundidade de sua misericórdia, para se purificar, e para amar ardentemente Aquele que primeiro tanto os amou. Contudo absolutamente não é verdade que esta doutrina da eleição e a reflexão na mesma os façam relaxar na observação dos mandamentos de Deus ou rendam segurança falsa. No justo julgamento de Deus isto ocorre freqüentemente àqueles que se vangloriam levianamente da graça da eleição, ou facilmente falam acerca disto, mas recusam andar nos caminhos dos eleitos.

LIBERDADE ATRÁS DAS GRADES

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Liberdade ontológica (do ser) é o objeto de desejo do ser humano. Satanás, foi o primeiro a vender essa liberdade para Adão e Eva. E, de fato, era desejável, mas o próprio Satanás já sabia que, sem Deus, a liberdade ontológica era um desejo que jamais poderia ser saciado. Expulso da presença de Deus (Ez.28; Lc.10.18), o diabo ressentido enganou Eva a convencendo sobre a possibilidade de ser livre de Deus. E ela tornou-se seu instrumento de marketing para que o homem desejasse mais o ser livre que o ser bom.

Liberdade soteriológica (da salvação) é o maior desejo do cristão. Satanás tentou a Cristo o incentivando a usar sua liberdade para destacar o ser Filho de Deus e por fim oferece a Jesus o “comando de seu presídio” se ele escolher essa liberdade limitada dele (Mt.4).

Adão preferiu autonomia. Jesus preferiu obediência. O mundo deseja a liberdade ontológica rejeitando a ideia de um Deus soberano que limita a moral. O cristão deseja a liberdade soteriológica para fazer o bem estabelecido em Cristo, pressupondo que nele encontrará a totalidade do ser.

O ser humano é capaz de entregar sua liberdade nas mãos de um governante mau que lhe garanta um produto específico de liberdade. Mas, essa nunca será verdadeiramente ontológica, porque coloca a vida atrás das grades por um tirano.

O cristão entrega sua liberdade nas mãos de um governante que jamais quebrou o 1º mandamento. Jesus, diferente de Satanás, convida os homens a negarem a si mesmos para serem livres. Essa liberdade é soteriológica.

Há uma felicidade em aceitar os termos da “lei perfeita da liberdade’ (Tg.1.25) onde Deus é aquele que nos define o que é bom. Essa liberdade é desejável para os filhos de Deus, porém os que ainda não entenderam esse conceito, continuam em conflito e em perigo de “serem feitos cativos” por aquele que vende rebelião desde o princípio (2Tm.2.6).

*foto: O Niilismo de Friedrich Nietzsche empurra o homem para a linha do desespero em busca de uma verdadeira liberdade ontológica sem Deus. Não há. É uma tentativa que leva à loucura final.

 

O PROVEITO DO PECADO

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Paulo Zifum

Tenho conhecimento de Deus, conheço suas leis, mas em meu coração também acredito que há proveito no pecado. Se perguntarem se amo a Deus, direi que sim. Se exigirem que fale de Jesus Cristo, direi que é o Senhor. A Bíblia é minha regra de fé e prática. Mas, o prazer imediato do pecado continua cooptando minha lealdade. E mesmo que eu me preserve da prática do pecado, sei que ele está lá.

Quando Davi adulterou com Bate-Seba, ele conhecia muito bem o sexto mandamento, porém, acreditava que o sexo  com uma mulher casada lhe daria um prazer diferente e empolgante. Davi era um homem cuja vida devocional era profunda, mas seu coração estava dividido.

Quando acreditamos no proveito de ameaçar alguém, de mentir, de roubar algo, então, saltamos, mesmo sabendo que, no final, não dará certo.

Um conflito miserável descrito por Paulo em Romanos 7.

SENSUS DIVINITATIS

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Paulo Zifum

Sensus divinitatis (sentido da divindade) é uma terminologia usada por João Calvino para mostrar que o homem criado intui o Criador, ou seja, dentro de si percebe que há vestígios de Deus. Na perspectiva de Calvino, não existe uma não-crença razoável, pois a religiosidade inerente ao homem apontam para Deus.

A apologética reformada de Calvino confronta os ateus afirmando que eles negam, ignoram e tentam suprimir conhecimento de Deus que possuem. Calvino pressupõe que há no incrédulo um “ponto de contato” e explora isso em sua expressão “sensus divinitatis”.

Calvino, como pensador, pede que os ateus expliquem o selo da Imago Dei. Eles negam que possuem uma “etiqueta na nuca” do autoconhecimento. Stephen Hawking diz  que “não há nenhum Deus”, mas, a marca no “chassi do DNA” é indelével.

Calvino afirma que Romanos 1 mostra não haver necessidade de provar a Deus. A consciência humana exige a explicação de um autor. Para o cristão o sensus divinitatis é uma glória. Para os incrédulos, um conflito desconcertante.

*Filme Ex-Machina possui uma cena em que o jovem aprendiz fica confuso e duvida se é humano.

 

VISÃO EXALTADA DA CRIAÇÃO

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Paulo Zifum

O cristão é estimulado a reconhecer o mandato cultural dado por Deus aos homens. O “cresçam, multipliquem e governem” (Gn.1.28). O mundo criado por Deus está repleto de potencialidades e propósitos na vida social e profissões. A sociedade a partir da família desenvolve a gestão dos dons dentro da ciência, política e arte para o bem do próximo de modo que Deus seja glorificado.

Embora a queda,  a estrutura/direção que Deus estabeleceu na criação é boa. A natureza é boa, o desvio de propósito causado pelo pecado cria novas estruturas que direcionam a cultura que fica “sujeita à futilidade” (Rm.8.20).

O cristão vê a criação com esperança e alegra-se com a manifestação dos dons repartidos por Deus aos homens. Reconhece a graça comum nos ímpios que criam obras belas que glorificam a Deus. A tarefa do cristão na criação é restaurar na sociedade o senso do propósito para as atividades humanas.

A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto.
Romanos 8:19-22

CONVITE ESTRANHO

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Paulo Zifum

“Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus” 2 Timóteo 2:3
“Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.” 2 Timóteo 4:5

O convite é estranho ao ouvido do homem moderno, mas é o alinhamento exigido no discipulado cristão. O primeiro convite, antes de iniciar o discipulado não é para sofrer, antes, remover o sofrimento: “vinde a mim vós todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mt.11.28), porém, depois de aliviar, o tema retorna no “tomem sobre vocês meu jugo e meu fardo” (Mt.11.29).