AÇÃO E ORAÇÃO

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Paulo Zifum

enfrente os homens com as armas, mas com Deus, apenas ore

Abraão não pensou duas vezes para formar um exército e para contratar uma milícia com o fim de resgatar seu sobrinho Ló. Porém, quando Ló estava sob o risco de ser executado por Deus, Abraão faz diversas súplicas, pedindo clemência.

Gênesis 14 nos conta sobre a ação militar de Abraão. Gênesis 18 nos mostra outro tipo de ação cujas as armas são espirituais. Os dois capítulos nos ensinam que cada tipo de situação requer uma estratégia.

Quando o assunto é médico, econômico, judicial ou apenas diplomático, devemos agir de modo adequado ao contexto. Abraão deve ter passado a noite orando antes de sair para a guerra contra os rei Quedorlaomer. Mas, organizar um exército com armas exige cálculo, armas e provisões que levaram Abraão a contratar um grupo mercenário por garantia.

Se o assunto for um cuidado com a saúde, devemos ir ao hospital e buscar tratamento. Se for um empreendimento, precisa conselhos, dinheiro e coragem. Se o assunto for jurídico, consulte um advogado. Se há confusão e mal entendido, procure conciliação de modo humilde.

Agora, quando os médicos nada podem, os recursos não cobrem, o causa é perdida e o conflito insolúvel, então, devemos aprender a orar como Abraão.

Nos carvalhais de Manre, Abraão recebeu o próprio Deus (Gn.18). Foi ali que descobriu que seu sobrinho estava diante de um perigo maior. Uma coisa é ser ameaçado por homens, outro coisa é cair nas mãos de um deus irado. Abraão sabia que ninguém poderia resgatar a Ló e sua família. Nessa hora, Abraão inicia seu discurso:

“Abraão aproximou-se dele e disse: “Exterminarás o justo com o ímpio? E se houver cinqüenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinqüenta justos que nele estão? Longe de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra? ” Respondeu o Senhor: “Se eu encontrar cinqüenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles”. Mas Abraão tornou a falar: “Sei que já fui muito ousado a ponto de falar ao Senhor, eu que não passo de pó e cinza. Ainda assim pergunto: E se faltarem cinco para completar os cinqüenta justos? Destruirás a cidade por causa dos cinco? ” Disse ele: “Se encontrar ali quarenta e cinco, não a destruirei”.
“E se encontrares apenas quarenta? “, insistiu Abraão. Ele respondeu: “Por amor aos quarenta não a destruirei”. Então continuou ele: “Não te ires, Senhor, mas permite-me falar. E se apenas trinta forem encontrados ali? ” Ele respondeu: “Se encontrar trinta, não a destruirei”. Prosseguiu Abraão: “Agora que já fui tão ousado falando ao Senhor, pergunto: E se apenas vinte forem encontrados ali? ” Ele respondeu: “Por amor aos vinte não a destruirei”. Então Abraão disse ainda: “Não te ires, Senhor, mas permite-me falar só mais uma vez. E se apenas dez forem encontrados? ” Ele respondeu: “Por amor aos dez não a destruirei”. Tendo acabado de falar com Abraão, o Senhor partiu, e Abraão voltou para casa.” (Gn.18.22-33)

Note o esforço que Abraão empreende. Ele sabia que Sodoma tinha chegado no limite da maldade, mas, amava a Ló. Deus iria destruir a cidade inteira, mas a oração de Abraão poderia salvar toda a cidade. Abraão acreditava na clemência divina e recebeu um “sim”. Deus estava disposto a poupar a todos por amor a 10 justos. Abraão foi para casa aliviado, confiante de que pelo menos 10 pessoas boa existiam.

Bem, sabemos que a oração foi um sucesso. A decepção foi que em Sodoma não havia nem 2 justos. Pela narrativa do capítulo 19, apenas Ló tinha temor a Deus, nem a esposa e nem as filhas eram pessoas com noção da aliança com Deus.

A oração não falhou. Quando oramos observando os fundamentos da oração, como fez Moisés em Êxodo 32.11-14, podemos fazer toda a diferença na vida das pessoas. A ação objetiva, pragmática que move dinheiro e força física é o que se pede em algumas ocasiões. Mas, existem casos onde apenas a oração qualificada com argumentos corretos pode ser eficaz. Pois está escrito: “muito pode por sua eficácia a súplica do justo” (Tg.5.16).

 

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