BRECHAS QUE DAMOS

Sem títuloPaulo Zifum

Existem coisas sobre as quais não tenho nenhum controle. Minha anatomia caída impõe condição que exige constante cuidado. São as brechas que tenho. Porém, eu posso piorar muito as coisas com as brechas que dou.

Leia a história no link abaixo e preste atenção em Geazi:

https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2rs/5

Note que Eliseu toma cuidado de não aceitar os presentes. Geazi estava em treinamento para ser um profeta. Ora, os profetas viviam exatamente  de ofertas e Naamã oferecia uma significativa ajuda. Geazi não compreendeu a lição que seu mestre estava dando.

A Casa de Profetas recebia vários discípulos que deixavam tudo para viver pela fé. Eram estimulados a orar e a confiar em Deus. Privações e perigos provavam os alunos, e, por vezes, o profeta poderia ser o maior desafio para eles.

Geazi talvez tenha considerado uma grande negligência o fato de Eliseu não aceitar aquela considerável oferta financeira para a escola. E pensando em si, o pobre rapaz resolve abandonar seu treinamento de viver pela fé.

Bem, ele não pensava em deixar a escola. Sua mentira, como a maioria delas, contava com a possibilidade de que ninguém pudesse descobrir.

Damos brechas em nossas vidas com planos irracionais, com comportamentos irrefletidos. Isso ocorre quando absolutizamos algo que não é Deus. Quando nosso coração idolatra algo ou alguém, agimos de forma insensata. É como abrir um furo na represa supondo controlar uma nova comporta de poder ou prazer.

Nem imaginamos que o pecado pode nos levar mais longe que pensávamos, cobrando um preço muito mais alto que o planejado.

O fim da história daquele discípulo é semelhante a de milhares de homens que perdem suas famílias, empregos e reputação. Uma olhada proibida, depois uma conversa comprometedora, depois um encontro envolvente. Um gole, depois uma desculpa para continuar, depois um costume relaxante. Uma explicação mal dada, depois uma pequena mentira para não desfazer a história, depois uma vida de farsa. 

Note que o problema de Geazi não estava na fraqueza de pedir para si um pouco de prata e uma roupa. Provavelmente Eliseu seria compassivo se fosse apenas uma atitude de oportunismo, mas foi uma mentira seguida de reafirmação. Geazi abandonou totalmente seu treinamento.

Uma coisa é trair a confiança, outra é simular que nada aconteceu. Uma coisa é roubar, outra é queimar arquivos. Podemos ouvir um elogio indevido e gostar, mas devemos falar a verdade e reconhecer direitos autorais.

Brechas já temos, porém, podemos aumentar, causar outras.

Quem se dedica a fechar suas próprias rachaduras, fazendo suas confissões e tratamentos, dificilmente seguirá os passos de Geazi.

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