EXPIAÇÃO DEFINIDA

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Paulo Zifum

Expiar é resolver o problema da separação, é “tornar um”. A expiação no sangue de Cristo trata de uma ação de reconciliação. Essa ação foi planejada antes da fundação do mundo, e, embora seja suficiente para salvar todas as pessoas do mundo, não foi designada para todos. Por isso se afirma que, Cristo morreu apenas pelos eleitos.

O sistema de pensamento teológico da Bíblia é como um relógio, onde cada engrenagem e cada peça tem o seu lugar ordenado. Ao dizer que Deus “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade(Ef.1.5), o sistema, de modo lógico, exige que todas as doutrinas sejam harmoniosas.

Deus escreveu a História da redenção. Escolheu pessoas para salvação e para perdição. Ao enviar seu Filho ao mundo, Ele estava executando seu plano eficaz de salvação dos eleitos. Embora a missão do Filho fosse suficiente para salvar o mundo todo, Deus não aplicaria a redenção a todos.

E quando a Bíblia fala sobre “o mundo” e “todos”, fala que a salvação não se limita aos judeus, mas sobre todos eleitos espalhados em toda tribo, língua e nação de todos os tempos. Devemos entender que, Deus não irá salvar o mundo inteiro, como afirmam os universalistas. Ele enviou seu Filho ao mundo com o propósito de redimir os eleitos. E esse é o entendimento de Paulo em Romanos 9.

Deus é o Autor que imagina, escreve, e torna tudo em realidade. E esse maravilhoso “Livro da História da Redenção” Deus escreveu dentro de um sistema coerente com o seu ser. E, quando a peça teológica diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3.16), ela não está solta para que os leitores definam o que é amor e quem Deus amou. A peça está dentro de um discurso completo que parte de Gênesis e segue até Apocalipse, onde o amor é definido pelo próprio Deus em suas leis e juízos. E ao observarmos todo a história da revelação na Escrituras, tudo aponta para cremos  que a morte de Cristo foi definida para salvar os eleitos.

As objeções contra essa conclusão levantam tribunais em “defesa de Deus” com o fim de “livrar” o cristianismo de praticar um amor seletivo e incoerente. Bem, João Calvino, Theodoro de Beza, John Owen, Jonathan Edwards e Charles Spurgeon, John Piper, dentre outros importantes teólogos, não achavam que Deus precisa se explicar quanto à sua vontade livre. Deus não precisa do sistema arminiano para “tirá-lo” do banco dos réus.

O Autor, ao escrever, determinou o destino dos personagens, pois “nele vivemos, nos movemos e existimos” (At.17.28). Tudo foi por Ele definido. Tudo.

 

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