PERDER NÃO PODE, MAS…

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Paulo Zifum

A salvação de uma alma é um ato divino por meio da fé em Jesus Cristo. Não há possibilidade da alma resgatada ser perdida novamente. Nenhuma.

As almas, desde de Adão, perderam-se na desobediência contra Deus. Temporariamente, todas as almas podem, pela ação da Palavra de Deus, desfrutarem de uma intenção de retorno para Deus (Mt.13.1-23; Hb.6.4-5).

Uma pessoa pode, no contato com a Palavra de Deus, converter-se genuinamente e depois afastar-se. E o afastamento não precisa, necessariamente, ser do convívio da Igreja nem da vida ética e moral cristã. Um cristão pode afastar-se da fé mantendo-se friamente dentro dos limites da vida aparente (Ap.2.4; 3.15.-16).

Nenhum cristão desviado pode colocar a obra, iniciada por Deus, em risco de fracasso. O retorno deste filho ou filha é certo que ocorrerá.

Mas, essa não é uma oferta de segurança que pode prejudicar a perseverança espiritual?

Bem, se alguém se jogar do “pináculo do templo” pensando nada vai acontecer de ruim, engana-se (Mt.4.5). Há um grande e grave prejuízo na vida do cristão que se desvia. Tão perigoso que afeta a memória de sua eternidade.

Em que sentido?

Não é possível perder a salvação, mas é totalmente possível desperdiçá-la. Assim como podemos desperdiçar a juventude em vida desregrada e aleijar a vida adulta, podemos causar um dano irreversível em nossa história cristã. É o que parece que ocorreu com o profeta Jonas, que resolveu abrir mão de seu ministério, traçando um curso ousado de rebeldia. Ele foi forçado a voltar atrás, mas seu coração não voltou para o lugar (Jn.4).

Um pai pode desperdiçar toda a infância de seu filho com exageros da carreira profissional e depois tentar resgatar, mas os prejuízos serão reais na anatomia da relação. Um casamento que sofre traição pode ser restaurado, mas será para sempre marcado. Nunca pense que Pedro, após negar a Jesus três vezes, passou o resto de sua como se isso nunca tivesse ocorrido.

Um cristão desviado pode desperdiçar bens e talentos, pode deixar apagar seu ministério e viver uma vida horrivelmente secular. O prejuízo dessa aventura, talvez, só será percebido após a súplica: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (Lc.23.42). Aí, no paraíso, saberá que não tem muito pra contar em seus depósitos celestiais, porque tentou viver e juntar na terra de maneira tola e pródiga. O filho de Lucas 15 voltou, recebeu perdão, anel e sandália, mas o que ele desperdiçou de tempo com o pai e o que deixou de realizar, não voltava mais.

Essa é uma das piores coisas que podem acontecer conosco, seres finitos no tempo: olhar para trás e ver que o poderia ser feito não poderá fazer, jamais. Viver com Cristo, identificar-se com Cristo, perder por Cristo, sacrificar-se por Ele, são atividades que, no paraíso, não existirão mais. Quem aproveitar para viver belas histórias de missão e redenção, faz bem. Quem jogar fora os recursos da salvação vivendo como se não fosse, lembrará disso por um longo tempo. O tempo na eternidade cura, mas, marcas são marcas. Se forem dos “cravos e lanças”, estarão lá para falar de amor. Se forem de preguiça ou rebeldia, também.

Perder, não perde, mas…

*Foto: Jonas embaixo da planta que secou.

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Um comentário sobre “PERDER NÃO PODE, MAS…

  1. Que texto meu amado! Que exortação docemente severa e desafiadoramente encorajadora!
    Abraço

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