SEM CERTEZA SENSÍVEL

Resultado de imagem para slow fade

Paulo Zifum

Existem doenças que não apresentam sintomas sensíveis. É possível estar a um passo da morte sem sentir sequer um aviso. Nem tudo nessa vida é como colocar a mão no fogo. Alguns males demoram a se manifestar devido ao período de incubação.

Ao comer algo estragado, nosso organismo sensível sente na mesma hora. Podemos ingerir algo a que temos intolerância e nossa imunidade dispara. Porém, nem tudo é facilmente identificado e os sintomas podem ser mascarados.

Em Gênesis 2, temos um sinal de alerta. Deus disse para Adão e Eva não comerem de um fruto específico. Foi um tipo de “censura para idade”. O texto nos fala que o “conhecimento do bem e do mal” (Gn.2.16-17) estava acessível, porém contraindicado devido à estrutura humana. Era o famoso “pode, mas não deve”.  E Deus os avisa de um perigo sobre o qual não adiantava explicar com detalhes porque não entenderiam como nós entendemos hoje. É como avisar um jovem que deseja liberdade sem nunca ter assumido responsabilidades. A falta de noção impede de discernir a importância de um “não”.

O caso é que Eva, a primeira aventureira, tomou do fruto e o comeu. E qual foi sua experiência? Ela sorveu o doce sem efeito colateral imediato, que lhe deu a falsa sensação de que foi bom. E bom nos parece tudo que não nos causa mal instantâneo. Bom pode nos ser tudo que não tem uma consequência ruim certa. Ela não sentiu nada.

E por sentir-se imune, gabou-se do feito. E é nesse instante que a experiência do pecado ilude o pecador. E não somente aquele que peca, mas engana os que assistem, pois vendo a felicidade da transgressão, passam a duvidar da verdade. Adão jamais comeria se sua mulher estivesse com dores ou pedindo ajuda. Somos induzidos pela euforia dos pecados cujos efeitos permanecem incubados.

Os pecados cometidos “sob controle” são os mais danosos, pois não nos derrubam imediatamente. Adão e Eva não morreram biologicamente. O efeito slow fade do pecado atingiu primeiro a fé, o caráter e as noções de verdade. Depois que Adão come do fruto, foge, e quando é confrontado, nega sua responsabilidade. Ele não notava o pecado. Ele sentia vigor físico e sua mente estava esperta para explicar as coisas.

Somos como uma criança que ao desobedecer regras sente gratificação imediata. E somos como um adolescente que ao ser reprimido, duvida da legislação. Em vez de questionar a si mesmo, faz um plano secreto de um dia ter liberdade para fazer tudo que gosta.

Podemos seguir assim até que algum efeito colateral devolva uma sensibilidade perdida pela obstinação.

“Os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros descobrem-se depois” (1Tm.5.24).

Felizes os que percebem em tempo!

O sensível tem certeza que o pecado é  terrível!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s