PASTORES COMO DEUS QUER

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Paulo Zifum

“pastoreai o rebanho de Deus… como Deus quer” 1Pe.5.2

Como Ele quer?

1-Com limites
Pastores são ordenados a cuidar do “rebanho que há entre vós”. Uma Igreja reúne um contingente de pessoas congregadas e, ligadas a elas outra extensão. O pastor pode, por falta de limites, começar a pastorear além do aprisco. Horas de desgaste com pessoas podem extrapolar o limite humano do pastor. Isso Deus não quer.

2-Espontaneamente
A falta de limites acarreta um cansaço que pode transformar-se em impaciência com traços de ira, levando o ministro a fazer algumas coisas por constrangimento, ou seja, com sorriso amarelo e “cuidados pastorais de plástico”. Deus quer que seus ministros sejam leves e livres, capazes de amar as pessoas como livres que são. O pastoreio não deve estar preso ao ganho financeiro, o que seria um constrangimento.

3-Inspirativamente
O ministro deve inspirar o rebanho oferecendo um modelo simples de vida cristã. Por isso Deus quer que o pastor seja positivo, de coração generoso, de modo que sua vida bela possa atrair pela virtude.

Se não houver equilíbrio, o pastor fica exausto, irritado ou exposto. Nessa condição, alguns pastores em vez de confiarem em Deus, são tentados  a neutralizar suas frustrações com uma liderança dominadora, que é uma espécie de “ira do homem”. Outros são laçados pela ganância, que é uma motivação errada (que obreiros negam ter). As almas dos ministros estão rodeadas pela vaidade da vida pública e, Satanás os tenta  com comparações de outros ministérios mais bem sucedidos. É um perigo a falta de equilíbrio.

Quando o Supremo Pastor se manifestar, os ministros fiéis, espontâneos e dedicados serão recompensados de um modo tão singular que dirão “valeu a pena” por toda eternidade.

Como Deus quer
É o melhor modo de ser pastor
Melhor para o rebanho
Melhor para a saúde
Melhor para a família

*Foto: marketing para publicar o texto

DEUS ME ESCONDERÁ

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Paulo Zifum

Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá” Salmo 27.5

O Salmo 27 é a súplica de uma pessoa em apuros. Davi, o autor, viveu muitas situações de desconforto e ameaças de morte e, não são poucos os Salmos que falam de perigos diversos, invocando a necessidade humana básica por segurança.

O salmista fala sobre estar exposto e vulnerável, mas não abandonado. Os verbos no futuro (“esconderá”, “recolherá”) indicam que as declarações de socorro certo eram por fé embora a realidade fosse de perigo. Ele sente a possibilidade de “estourar uma guerra” (v.3) sem motivos (v.12). O Salmo traz uma tensão no ar.

Existem situações onde nos encontramos em clara desvantagem ou iminente risco. Nessas horas não pensamos em lutar, mas em sermos socorridos. E é nesse contexto que surge a ideia de refúgio. Davi usa em suas poesias as expressões “refúgio e fortaleza” (Sl.46.1) e “esconderijo do altíssimo” (Sl.91.1) para referir-se a Deus como protetor. 

A proteção divina é oferecida aos que clamam por ela. No passado, duas condições de socorro faziam os vulneráveis buscar proteção: a primeira por injustiça sofrida e segunda por culpa. Vítimas de disputas de poder, acusados injustamente e perseguidos por motivos arbitrários multiplicavam o número de refugiados. Esses buscavam socorro em terras de algum reino piedoso. Agora, muitos foragidos e jurados de morte que buscavam refúgio em cidades distantes, eram pessoas culpadas. A Lei Mosaica só providenciava “cidades-refúgio” (Nm.35.6) para culpados de crime acidental (sem intenção), caso estivessem sob ameaça de vingança. Nessas cidades poderiam se refugiar e aguardar julgamento justo.

Mas, quem poderia esconder um criminoso de verdade? O culpado tem possibilidade de achar refúgio em Deus, se esconder e obter salvação?

Bem, segundo a Bíblia, Deus é o vingador implacável do ímpios e todos os pecadores estão sob a ira de Deus, o juiz de toda terra, não havendo como escapar dele em nenhum lugar.  João Batista reprovou a atitude religiosa de tentar fugir da ira vindoura.

Não há como escapar, a não ser que o culpado fuja para os pés da Cruz. Cristo, o Senhor, pode oferecer ao culpado a proteção, permitindo escape do severo juízo divino. Jesus, assumiu a punição “olho, por olho” e em seu corpo a culpa do eleito fosse expiada. O vingador cessa sua busca quando os arrependidos correm para Cristo e invocam o nome do Senhor. O sangue do Cordeiro “esconde” o pecador quando o Juiz passa com a sentença de morte. 

COLHE O QUE SEMEAR

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Paulo Zifum

Deus estabeleceu a ordem da criação, não apenas das coisas visíveis, mas das invisíveis também. Essa ordem criada apresenta paralelos entre o mundo espiritual e o mundo físico, que são análogos e que também se cruzam.

Um dos princípios análogos é o da semeadura. Deus ordena: “cada um produza conforme sua espécie” (Gn.1.12 e 24) e confirma “porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl.6.7). Tanto o mundo físico quanto o espiritual estão embaixo de leis preestabelecidas por Deus.

A falta de temor ou estímulo quanto as leis surge do fato de algumas dessas leis não terem consequências imediatas. Podemos semear (transgredir/investir) e colher rápido, por exemplo, colocar a mão no fogo ou ser gentil com pessoas gratas. Porém, nem tudo apresenta um resultado imediato. Algumas coisas que fazemos “demoram  para se manifestar” (1Tm.5.24). Esse “delay” pode causar uma sensação de impunidade ou de ineficácia. Talvez Deus tenha criado esses retardos para testar a confiança nele.

Hoje, cientistas arriscam mexer em algumas ordens naturais. Eles lidam com grandezas e não controlam os efeitos futuros de suas manipulações, mas tudo tem, certamente uma consequência.

Pais se arriscam em educar os filhos agradando a si mesmos sem se indispor, mas os efeitos de “fazer a vontade do Júnior” pode criar uma anatomia irreversível.

Uma pequena corrupção de informação, valores e atitudes pode não ter colheita imediata, porém a lei da semeadura garante que ela virá. Em alguns casos “a luz vai se apagar nas mais densas trevas” (Pv.20.20). Ninguém pode escapar de Deus pelo fato de dizer “não há castigo, Deus não existe” (Sl.10.4). Ele prometeu que “perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações” (Ex.34.7).

Essas são leis divinas ordenadas nas regiões celestiais. Os homens não podem mudar essas leis. Aristóteles afirmou que jogar uma pedra para o alto várias vezes não mudará a lei que a rege. A ofensa, a negligência, a maldade e pressa pelo autogratificação são semeaduras duras e, terão consequências proporcionais conforme sua espécie.

A maldade pode demorar a ser punida e a bondade também pode não apresentar resultado a curto prazo. Você pode plantar e nunca colher nessa vida. Você pode ser fiel e nunca ser reconhecido. Mas, a lei da semeadura está garantida nos documentos de Mateus 25.35-45 e Hebreus 6.10. Segundo Jesus, algumas sementes caem no chão do Céu alienando a colheita no andar de cima (Mt.6.19-20).

Essas considerações devem causar temor naqueles que acreditam nas Escrituras. Quanto as boas sementes não devemos esmorecer se houver neblina e dúvidas até a colheita. Quanto as más, Deus providenciará livramentos. Não de tudo. Que isso fique bem claro.

*Foto: Jonas, o profeta, experimentou o que é “plantar vento e colher tempestade”

NEY e ALESSANDRA

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Paulo Zifum

Eles se casaram na capela que eles mesmos construíram, dentro do sítio onde plantaram cada flor. Eles se amam, e sem represar esse amor, deixam que passe e regue tantos puderem. São duas pessoas bondosas e muito divertidas.

Quando os conheci, procurei deixá-los à vontade. Eles ficaram me observando, mas sem demora deram a mim parte das águas do rio de amizade deles. Eles são como uma pequena mina de água, capazes de encher um grande lago de amigos.

Hoje, fui ao casamento deles. Não posso dizer que fiz alguma coisa, mas dei a benção que tinha para dar. Discursei sobre o amor de Deus porque ali, tudo era provisão divina. Roguei a Deus que sustente esse amor, porque abaixo dessas duas pequenas rochas, várias pessoas bebem do discreto amor.

Foi lindo!

VOCÊ TEM UM ADOLESCENTE?

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Paulo Zifum

Se você tem filhos adolescentes, então sabe o que é a ansiedade de vê-los felizes. Quando eram crianças eles não nos preocupavam com questões existenciais, mas na adolescência eles começam a assumir responsabilidade pela felicidade (lembra da música “Aquilo que for, será!” da Doris Day). E hoje, temos milhares de pais que parecem mais tensos que os filhos adolescentes.

A equação da vida dos adolescentes é complexa e algumas escolhas que fazem podem definir a vida adulta. Por isso, os pais não devem ser nem ausentes nem intervencionistas. Devem ser presentes. E é sobre um tipo de “presença” que gostaria lembrar você.

Muitos pais são presentes na vida comum dos filhos, mas nem todos marcam presença de oração por eles. Sim! A presença em oração pelos filhos é decisiva, e mais decisiva que nossas palavras e financiamentos. Essa instância resolve muitas coisas complexas.
Conversar com Deus é uma audiência que pode colocar o coração no lugar. Quando pais oram por seus filhos, falam para Deus seus medos, raivas e carências. A oração é como terapia para muitos que, depois de faze-la, adquirem perspectivas que antes não tinham. Pais que oram chegam à conclusão que os filhos precisam ser convencidos no coração quanto a algumas virtudes.

E a oração mais importante por filhos não é a encomenda por felicidade, mas aquela que pede para que consigam chegar à fonte da felicidade (substância), e não apenas a coisas e relacionamentos favoráveis (acidentes). A felicidade está na pessoa de Jesus Cristo e em ter um relacionamento pessoal com ele. Conhecer a Jesus muda tudo, resolve tudo. Quando um jovem experimenta a comunhão com Cristo, os rumos de sua vida são orientados por uma elevada cosmovisão. O relacionamento consigo mesmo e com seu corpo, com o mundo ao redor, com as situações adversas, com o passado e com o futuro e com as autoridades em geral, são redimidos. Ao conhecer a Jesus, jovem sabe lidar com a propaganda materialista e sensual, sabe administrar amizades e manter um padrão amoroso correto nos relacionamentos.

Você deve orar pela faculdade, profissão e casamento de seus filhos. Porém, é melhor dedicar mais tempo pedindo para que o Espírito Santo revele a Jesus Cristo para eles. Quando nossos filhos desenvolvem amizades elevadas, quando conquistam amizades virtuosas, a identidade deles é protegida. Proximidade gera semelhança. E qual amizade melhor podemos desejar para nossos filhos?

Deus está atendendo esse pedido! Aproveite e peça por isso todos os dias.

CARTA PARA LUIZA parte 1

Sem título

Paulo Zifum

Por isso é que foi dito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre a tua pessoa” – Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios (cap.5.14).

Querida Luiza,

Não somos capazes de despertar do sono espiritual. Os pecadores não acordam, são acordados. Dependem de que alguém os toque ou ordene. Como no vale de ossos secos de Ezequiel (Ez.37) ou como na fantástica ordem dada a Lázaro (Jo.11.43).

A frase célebre de Carl Jung está certa, quando trata do conhecimento honesto de si. ao afirmar que “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta”,  Porém, se “todo caminho do homem é reto a seus próprios olhos” (Pv.21.2), quem é totalmente honesto consigo a ponto de garantir que despertou de verdade? E essa é uma terrível dúvida que o diretor Christopher Nolan planta no filme A origem (despertar do sonho dentro de outro sonho). Olhar para dentro pode levar ao limbo.

Entre os pensadores que mais sonhavam acordar, Santo Agostinho (354-430 d.C.) era um dos mais ansiosos.  Ele buscava o “conhece-te a ti mesmo” de Sócrates, mas testemunhou que seu despertar não ocorreu na pesquisa autônoma, mas de uma doce ação externa:

Que eu te conheça, ó conhecedor de mim, que eu te conheça, tal como sou conhecido por ti…   Mas para ti, Senhor, diante de cujos olhos está nu o abismo da consciência humana, que haveria de oculto em mim, ainda que eu to não quisesse confessar?”.

“Feriste o meu coração com a tua palavra, e eu amei-te”.

“Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! E eis que estavas dentro de mim e eu fora, e aí te procurava, e eu, sem beleza, precipitava-me nessas coisas belas que tu fizeste. Tu estavas comigo e eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti aquelas coisas que não seriam, se em ti não fossem. Chamaste, e clamaste, e rompeste a minha surdez; brilhaste, cintilaste, e afastaste a minha cegueira; exalaste o teu perfume, e eu respirei e suspiro por ti; saboreei-te, e tenho fome e sede; tocaste-me, e inflamei-me no desejo da tua paz” .

Como saber se despertamos? Agostinho defende que o ser humano só acorda de verdade quando volta-se para Deus, e só conhece a verdade sobre si se Deus revelar.

O que você acha Lu?

Leia o texto integral do capítulo X de Confissões no link abaixo

http://www.lusosofia.net/textos/agostinho_de_hipona_confessiones_livros_vii_x_xi.pdf

 

LULA é tão livre quanto…

Paulo Zifum

A vida nos oferece parábolas. E porque o cenário político brasileiro vive seu momento de protagonismo, podemos achar nele diversas comparações que apontam para grandes verdades.

O caso do ex-presidente Lula é uma boa parábola:

Certa vez um importante líder de um país foi preso por acusação de ter sido infiel na administração do tesouro nacional. Foi comprovado que o dinheiro, de fato, sumiu. Mas esse importante líder dizia não saber de nada, declarando sua inocência. Embora seus liderados admitissem que participaram do roubo, o líder importante, nunca sequer mostrou tristeza pela suposta “traição”. Um juiz votou que esse líder pudesse responder em liberdade as acusações por crimes de responsabilidade. Esse juiz era amigo pessoal desse líder. Em liberdade, esse líder mostra fervoroso desejo de voltar a ser o administrador do tesouro nacional, cercado por uma multidão de admiradores.

Essa parábola atinge a todos os pecadores que respondem pela má administração do tesouro (e cada um tem um). A conta (que precisa ser fechada) aparecerá e provará o caráter de uma pessoa, seja para assumir o erro direto ou a negligência de gestão. É fato que a maioria está hoje respondendo em liberdade por um favor imerecido. Milhares de homens e mulheres, jovens e crianças, estão respondendo em liberdade. A diferença entre eles é que alguns assumiram a culpa e outros a negam supondo que a liberdade é a justiça. Parentes e amigos que celebram a liberdade provisória, ou festejam a graça ou a justiça, e, de uma certa forma, alinham-se ao processo como réus que aguardam o julgamento final.

Assim é a vida diante de Deus: todos estão encerrados sob o juízo final. Alguns já foram sentenciados, outros ainda respondem em liberdade. E essa liberdade é a oportunidade de redenção. Deus assiste os pecadores (Pv.15.3) e os observa em cada gesto e palavra, em cada conversa secreta com advogados cientes e admiradores inocentes.

Ninguém responde em liberdade sem o consentimento divino. Deus detém o poder legislativo, judiciário e executivo. Ele dá aos pais a tarefa de administrar os filhos, de julgar os filhos, sentenciá-los ou deixar que respondam em liberdade. Deus concede aos homens investidos de autoridade que usem de graça ou justiça para com os pecadores. Essa administração do juízo de pecadores feita por pecadores também é uma concessão divina, sendo os juízes pecadores que respondem em liberdade.

O atual cenário político coloca a nação em desconcertante exposição e constante insegurança jurídica. Mas, o Brasil é uma nação cristã e milhões de brasileiros sabem orar o mea culpa do publicano (Lc.18.9-14) e suplicar redenção como o ladrão da Cruz (Lc.23.43). Os pecadores podem estar soltos, mas só estarão verdadeiramente livres “se o Filho libertar” (Jo.8.36).

Lula está solto, mas não está livre. Precisa responder sobre o sumiço do tesouro em sua gestão que, ao que tudo indica, ele é responsável por agência ou consentimento.