LULA é tão livre quanto…

Paulo Zifum

A vida nos oferece parábolas. E porque o cenário político brasileiro vive seu momento de protagonismo, podemos achar nele diversas comparações que apontam para grandes verdades.

O caso do ex-presidente Lula é uma boa parábola:

Certa vez um importante líder de um país foi preso por acusação de ter sido infiel na administração do tesouro nacional. Foi comprovado que o dinheiro, de fato, sumiu. Mas esse importante líder dizia não saber de nada, declarando sua inocência. Embora seus liderados admitissem que participaram do roubo, o líder importante, nunca sequer mostrou tristeza pela suposta “traição”. Um juiz votou que esse líder pudesse responder em liberdade as acusações por crimes de responsabilidade. Esse juiz era amigo pessoal desse líder. Em liberdade, esse líder mostra fervoroso desejo de voltar a ser o administrador do tesouro nacional, cercado por uma multidão de admiradores.

Essa parábola atinge a todos os pecadores que respondem pela má administração do tesouro (e cada um tem um). A conta (que precisa ser fechada) aparecerá e provará o caráter de uma pessoa, seja para assumir o erro direto ou a negligência de gestão. É fato que a maioria está hoje respondendo em liberdade por um favor imerecido. Milhares de homens e mulheres, jovens e crianças, estão respondendo em liberdade. A diferença entre eles é que alguns assumiram a culpa e outros a negam supondo que a liberdade é a justiça. Parentes e amigos que celebram a liberdade provisória, ou festejam a graça ou a justiça, e, de uma certa forma, alinham-se ao processo como réus que aguardam o julgamento final.

Assim é a vida diante de Deus: todos estão encerrados sob o juízo final. Alguns já foram sentenciados, outros ainda respondem em liberdade. E essa liberdade é a oportunidade de redenção. Deus assiste os pecadores (Pv.15.3) e os observa em cada gesto e palavra, em cada conversa secreta com advogados cientes e admiradores inocentes.

Ninguém responde em liberdade sem o consentimento divino. Deus detém o poder legislativo, judiciário e executivo. Ele dá aos pais a tarefa de administrar os filhos, de julgar os filhos, sentenciá-los ou deixar que respondam em liberdade. Deus concede aos homens investidos de autoridade que usem de graça ou justiça para com os pecadores. Essa administração do juízo de pecadores feita por pecadores também é uma concessão divina, sendo os juízes pecadores que respondem em liberdade.

O atual cenário político coloca a nação em desconcertante exposição e constante insegurança jurídica. Mas, o Brasil é uma nação cristã e milhões de brasileiros sabem orar o mea culpa do publicano (Lc.18.9-14) e suplicar redenção como o ladrão da Cruz (Lc.23.43). Os pecadores podem estar soltos, mas só estarão verdadeiramente livres “se o Filho libertar” (Jo.8.36).

Lula está solto, mas não está livre. Precisa responder sobre o sumiço do tesouro em sua gestão que, ao que tudo indica, ele é responsável por agência ou consentimento.

 

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