COLHE O QUE SEMEAR

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Paulo Zifum

Deus estabeleceu a ordem da criação, não apenas das coisas visíveis, mas das invisíveis também. Essa ordem criada apresenta paralelos entre o mundo espiritual e o mundo físico, que são análogos e que também se cruzam.

Um dos princípios análogos é o da semeadura. Deus ordena: “cada um produza conforme sua espécie” (Gn.1.12 e 24) e confirma “porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl.6.7). Tanto o mundo físico quanto o espiritual estão embaixo de leis preestabelecidas por Deus.

A falta de temor ou estímulo quanto as leis surge do fato de algumas dessas leis não terem consequências imediatas. Podemos semear (transgredir/investir) e colher rápido, por exemplo, colocar a mão no fogo ou ser gentil com pessoas gratas. Porém, nem tudo apresenta um resultado imediato. Algumas coisas que fazemos “demoram  para se manifestar” (1Tm.5.24). Esse “delay” pode causar uma sensação de impunidade ou de ineficácia. Talvez Deus tenha criado esses retardos para testar a confiança nele.

Hoje, cientistas arriscam mexer em algumas ordens naturais. Eles lidam com grandezas e não controlam os efeitos futuros de suas manipulações, mas tudo tem, certamente uma consequência.

Pais se arriscam em educar os filhos agradando a si mesmos sem se indispor, mas os efeitos de “fazer a vontade do Júnior” pode criar uma anatomia irreversível.

Uma pequena corrupção de informação, valores e atitudes pode não ter colheita imediata, porém a lei da semeadura garante que ela virá. Em alguns casos “a luz vai se apagar nas mais densas trevas” (Pv.20.20). Ninguém pode escapar de Deus pelo fato de dizer “não há castigo, Deus não existe” (Sl.10.4). Ele prometeu que “perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações” (Ex.34.7).

Essas são leis divinas ordenadas nas regiões celestiais. Os homens não podem mudar essas leis. Aristóteles afirmou que jogar uma pedra para o alto várias vezes não mudará a lei que a rege. A ofensa, a negligência, a maldade e pressa pelo autogratificação são semeaduras duras e, terão consequências proporcionais conforme sua espécie.

A maldade pode demorar a ser punida e a bondade também pode não apresentar resultado a curto prazo. Você pode plantar e nunca colher nessa vida. Você pode ser fiel e nunca ser reconhecido. Mas, a lei da semeadura está garantida nos documentos de Mateus 25.35-45 e Hebreus 6.10. Segundo Jesus, algumas sementes caem no chão do Céu alienando a colheita no andar de cima (Mt.6.19-20).

Essas considerações devem causar temor naqueles que acreditam nas Escrituras. Quanto as boas sementes não devemos esmorecer se houver neblina e dúvidas até a colheita. Quanto as más, Deus providenciará livramentos. Não de tudo. Que isso fique bem claro.

*Foto: Jonas, o profeta, experimentou o que é “plantar vento e colher tempestade”

2 comentários sobre “COLHE O QUE SEMEAR

  1. Bom o texto, mas sempre cabe uma correção… :/

    Quanto ao castigo e punição divinos, tenho dificuldade com essa construção que soa tacanha, ameaçadora…. não creio no Deus que pune, que castiga, mas no princípio implacável da semeadura que, a propósito, é a chave do universo, em todos os aspectos. Funciona maravilhosamente (para bem ou para mal) quando é deliberadamente (ou displicentemente) aplicada.

    Sent via the Samsung Galaxy Note® 4, an AT&T 4G LTE smartphone

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