DEUS ME ESCONDERÁ

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Paulo Zifum

Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá” Salmo 27.5

O Salmo 27 é a súplica de uma pessoa em apuros. Davi, o autor, viveu muitas situações de desconforto e ameaças de morte e, não são poucos os Salmos que falam de perigos diversos, invocando a necessidade humana básica por segurança.

O salmista fala sobre estar exposto e vulnerável, mas não abandonado. Os verbos no futuro (“esconderá”, “recolherá”) indicam que as declarações de socorro certo eram por fé embora a realidade fosse de perigo. Ele sente a possibilidade de “estourar uma guerra” (v.3) sem motivos (v.12). O Salmo traz uma tensão no ar.

Existem situações onde nos encontramos em clara desvantagem ou iminente risco. Nessas horas não pensamos em lutar, mas em sermos socorridos. E é nesse contexto que surge a ideia de refúgio. Davi usa em suas poesias as expressões “refúgio e fortaleza” (Sl.46.1) e “esconderijo do altíssimo” (Sl.91.1) para referir-se a Deus como protetor. 

A proteção divina é oferecida aos que clamam por ela. No passado, duas condições de socorro faziam os vulneráveis buscar proteção: a primeira por injustiça sofrida e segunda por culpa. Vítimas de disputas de poder, acusados injustamente e perseguidos por motivos arbitrários multiplicavam o número de refugiados. Esses buscavam socorro em terras de algum reino piedoso. Agora, muitos foragidos e jurados de morte que buscavam refúgio em cidades distantes, eram pessoas culpadas. A Lei Mosaica só providenciava “cidades-refúgio” (Nm.35.6) para culpados de crime acidental (sem intenção), caso estivessem sob ameaça de vingança. Nessas cidades poderiam se refugiar e aguardar julgamento justo.

Mas, quem poderia esconder um criminoso de verdade? O culpado tem possibilidade de achar refúgio em Deus, se esconder e obter salvação?

Bem, segundo a Bíblia, Deus é o vingador implacável do ímpios e todos os pecadores estão sob a ira de Deus, o juiz de toda terra, não havendo como escapar dele em nenhum lugar.  João Batista reprovou a atitude religiosa de tentar fugir da ira vindoura.

Não há como escapar, a não ser que o culpado fuja para os pés da Cruz. Cristo, o Senhor, pode oferecer ao culpado a proteção, permitindo escape do severo juízo divino. Jesus, assumiu a punição “olho, por olho” e em seu corpo a culpa do eleito fosse expiada. O vingador cessa sua busca quando os arrependidos correm para Cristo e invocam o nome do Senhor. O sangue do Cordeiro “esconde” o pecador quando o Juiz passa com a sentença de morte. 

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