POESIA AZEDA

 
 TRISTEZA PROFISSIONAL
 
Quem já ficou triste pra poder se comunicar
Saiba que isso é natural
E é legítimo quando sincero
Agora, essas almas adultas
Que choram feito crianças
No cálculo do efeito sobre o outro
São profissionais
São marqueteiros emocionais
E tocar o coração de Deus 
Não sabem mais 
 
 
 
 
 
ADULTÉRIO
 
O louco rasga a roupa
E a tira na casa da outra
Ato insano, escondido
Faz gostoso, faz sentido
Não sabe onde está metido
 
É o esgoto do coração
Entregar-se à traição
Cio de minutos que se faz
E uma vez só não satisfaz
Vira vício e pecado voraz
 
O caráter nunca mais é são
Adultério é corrupção
Muda o rosto, também muda o olhar
Suja a fonte, torna turvo o lar
Miserável rumo a tomar
 
 
 NADA MAIS
 
O que satisfaz?
Nada, mas
O perfeito
Sem defeito
É o que se quer mais
 
A exigência do perfeito
É a falta de respeito
Pelo pobre do imperfeito
Isso acaba com o sujeito
Que não vê um outro jeito
A não ser a dor no peito
 
E o que se quer de mim
Mais, um pouco mais
Mais organizado, mais equilibrado
Mais sincero, mais austero
Mais inteligente, mais resistente
Mais humilde sem ser simplório
Mais poderoso de feito notório
 
Mas o que de fato mata
Não é viver tão exigido
Mas cair no cadafalso
De se achar o escolhido
E dar tudo nessa vida
Para ser o preferido
 
Não sou perfeito
Pra ninguém direito
Isso dói de triste
E eu morro suspeito
De que por toda a minha vida
Serei o sujo sujeito
 
Até o dia em que O Perfeito se manifestar 
Aí, serei conhecido 
Pelo que sou para Deus 
E nada mais
 
 
NATAL NOEL
 
Papai Noel agradável chega num mundo miserável 
E induz o universo pueril sujeitável 
a um esvaziamento deplorável 
Noel é ícone inegável mentira inoculável
Que cega o  incrédulo de modo engodável
Com sua  luz materialista inacreditável
Bate o sino pequenino na Torre de Babel 
Causa torpor no populacho ao som do dingonbel
 
E qual seria a ideia notável ?
A de que Jesus é indesejável
Pois um Natal aceitável não pode ser confrontável
E a mensagem do Cristo seria prejudicável  
Pois sua exigência moral é crucificável
Eles não querem a Jesus mas o doce Noel
O Natal Barrabás tem que ter dingonbel
 
E o coração de Deus ferem com um cinzel
Nessa Belém sem lugar para o Emanuel
Dispensaram o Cristo e hospedaram o Noel 
Ó Grande Shopping iluminável
Teu juízo será grande e inexorável  
Pois Jesus o Senhor Rei  da Terra e  do Céu
Há de se manifestar e  calar todo o dingonbel
 
Que venha Santa Klaus com seu cordel
Venha o irreligioso e neutralizável Natal Noel
Dinherel consumismel endividel bebidel e confusel
Que tirem o presépio, da mensagem o bedel
Do Salvador tirem e rasguem o seu papel
Mas o menino virá como relâmpago no céu
Com os anjos virá sob o som do tropel
Como leão  rugirá sobre Papai Noel
Esmagará Satanás e o seu dingonbel
 
 
 

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