AMORZINHO

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Paulo Zifum

Pequeno, frágil e limitado, cabe num pote de requeijão mas não enche a palma de uma mão. Tome pra si! É tudo que tenho! Compre com ele uma esperança, dessas onde o amor é um gole de remédio para a solidão.

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ACABOU O OXIGÊNIO!

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Paulo Zifum

“quando falta amor sobra culpa

Milhares de pessoas são pressionadas todos os dias pela falta de amor. João tem 10 anos e não sabe mais o que fazer para agradar seu pai. Mal sabe ele que nunca conseguirá porque o reservatório de amor de seu pai não tem uma libra sequer de oxigênio. O que esperar de alguém que está morrendo?

Quem está se afogando é capaz de agarrar a primeira pessoa que se aproximar e afundá-la sem dó para respirar. É insano o comportamento de quem está sem amor e enlouquece a vida de quem não tem reservas para dois.

As mães, porém, são incríveis. Prendem a respiração para seus filhos viverem em paz. Deus deu muito amor para elas. Uma reserva e tanto! E morrem muitas vezes sem ninguém saber que viveram quase nada para si.

O problema de muitos casamentos é a falta de ar. Não é asma, é dureza de um coração que não bombeia oxigênio. O amor é pouco e não dá pra dois. E a tragédia aumenta quanto mais se briga, pois debater-se consome o pouco que se tem. Alguns morrem na cápsula antes mesmo de abrirem a escotilha do divórcio.

Eu sinto falta de ar e pedi ao Doutor um remédio. Ele disse que preciso de um coração novo. Reclamei que algumas pessoas me tiram o fôlego. Ele afirmou que isso é mito e que o problema sou eu. Pedi um tratamento para respirar melhor porque sinto-me cansado e sobrecarregado, com pouca força. O Médico então prescreveu a Cruz, em doses dia-a-dia  é a única saída

Antes que o oxigênio se acabe, buscarei essa porta que leva ao tão sonhado oxigênio eterno. Amarei. Não morrerei, antes viverei!

 

SEXO NO CASAMENTO

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Paulo Zifum

Como a maioria dos prazeres, o sexo pode ser desfrutado sem o direito. O sexo feito sem o processo de Gênesis 2:23-25 (intenção de unir-se, confissão da vontade seguida da execução pública diante da família com um compromisso definido) é uma violação.

Há quem discorde e acuse os cristãos de serem moralistas. Dizem os liberais que havendo mútuo consentimento não há violação alguma, porém nunca explicam a tradição antiga que diz: “sexo só depois do casamento”. Os liberais defendem novas regras a partir deles mesmos, negam a racionalidade dos costumes antigos como se o que foi estabelecido antes deles deve cair a todo custo. Com sentimentos “à flor da pele”, são como advogados que atingem emocionalmente o juri para dobrá-lo. E normalmente os artistas* andam na vanguarda desse comportamento anti-racional.

Os cristãos, por sua vez, não podem negar que no passado a Igreja praticou um tipo horrível de legalismo ao tratar a sexualidade do ser humano, esmagando gerações inteiras embaixo de repressão e culpa. Mas, o erro da Igreja não justifica o exagero de Freud que reduziu o ser humano a seu desejo sexual. O famoso psicanalista negava a essência religiosa das pessoas. Mas, não foi a religião que adoeceu a humanidade, antes, foi a vontade humana que não quer limites que danou tudo.

Fazer sexo antes do casamento é uma violação contra a lei de Deus e bagunça o mundo inteiro. Os cristãos acreditam nisso, pois consideram que os efeitos do pecado não são tão imediatos e visíveis (1Tm.5.24). Há uma repercussão espiritual em todo sexo praticado fora do casamento, assim como há efeitos danosos em cada infidelidade cometida nos negócios, no trânsito e nas intenções humanas.

Imagine se os pneus estourassem toda vez que alguém ultrapassasse a velocidade permitida na estrada? Seria tão bom que o pecado do sexo fosse freado assim, mas Deus não age dessa forma. Ele permite que roubemos prazeres e deixa que tomemos coisas antes da hora como o pai do Filho Pródigo (Lc.15.11). As consequências podem não chegar na hora, mas nos alcançam, individualmente e coletivamente.

O sexo é para casados. O mundo como o conhecemos seria muito diferente se só isso fosse observado.

*Que os artistas sejam pensadores revolucionários, ninguém pode negar, porém, eles são muito suspeitos por se levantarem (quase sempre) contra a moral vigente acusando-a de retrógrada. Dificilmente agem a favor de tradições. Muitos, sem saber, promovem o discurso “é certo que não morrereis” (Gn.3.4) e encenam dizendo que “não existe pecado”. 

 

SOMOS HISTÓRIA DELE

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Paulo Zifum

Pois nele vivemos, nos movemos e existimos‘ Atos 17:28

A História já aconteceu toda. Ele escreveu cada detalhe ocorrido pelos séculos, desde a pequena primeira luz que brilhou até o mais cruel dos vilões. Nada poderia ser imposto à história que Ele criou. Tudo foi, é e será um pensamento que Ele teve.

Em um momento consegui sair e pensar nisso. Mas, não poderia surpreender o Autor porque até o mais arguto investigador dos mistérios foi escrito por Ele. Não me importo em ser e viver dentro do roteiro dele. O admiro! Cada lágrima, cada dor! Contorço-me com suas histórias de liberdade e confusão. Encanto-me com as narrativas de perigo e redenção.

Não. Não compreendo-me o caminho que Ele traça para alguns de nós, arrastando anos a fio na escuridão, encerrando homens e mulheres na ignorância. Mas aceito que Ele é o melhor romancista.

Disse a Ele certa vez que o adoro e sou-lhe fiel, muito porque Ele me livra daquilo que temo. A mim, durante minha vida, nada de ruim aconteceu. Sigo cantando estrada afora, com saúde, bela esposa, filhos maravilhosos, bons amigos e realizado no que faço. Não conheço sofrimento até aqui, porque Ele, até agora, não escreveu.

Espero que, se algo horrível foi destinado a mim no futuro, que eu seja um nobre como foi Jó. Ficaria muito feliz de sofrer e não enlouquecer. Seria uma honra ser daqueles personagens que provam que são bons quando o mal destrói tudo quanto amam.

Ó Deus! Esses pensamentos são demais para mim! Voltarei de onde vim, onde os pensamentos são mais turvos. Lá onde a Ciência se acha dona da verdade e onde os homens julgam saber a medida da justiça. Voltarei, porque, aqui, na linha imaginária do tempo, tenho vertigem.

Aceito que sou tua história, ó Senhor! E espero um dia conhecer meus Três Autores.