É FÁCIL TE INDUZIR?

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Porque ele corre atrás de mulheres nobres, intelectuais e ricas, lança sobre elas elogios e propõe: “Quero que participe de meu dom, porque o Pai de todos vê sempre o seu Anjo diante dele. Mas o lugar da sua grandeza está em nós, por isso devemos formar uma coisa só. Recebe a mim, para que de mim você receba minha graça. Veja! A graça já está em você, então, abre a boca e profetiza! A mulher responde: Eu nunca profetizei! Então ele repete algumas invocações que arrebatam a infeliz seduzida e diz: Abre a boca, fale qualquer coisa e você vai profetizar! E excitada, sentindo ferver na alma a ilusão de começar, com o coração a pulsar mais forte do que de costume, profetiza diversas tolices que lhe vem à cabeça, sem sentido e sem hesitar, induzida por um espírito vazio” Irineu de Lyon -Contra Heresias

Paulo Zifum

Lisonjas é o método indutivo mais antigo. A serpente usou no Éden e talvez, “sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu” (Ap.12.4) da mesma forma. Quem pode escapar das seduções desse mundo?

Se cavucar, o demônio pode achar em nós o desejo secreto de ser belo e forte, de ser irresistível. Negamos de pronto, caso alguém pergunte, mas, no fundo, no subterrâneo, podemos esconder as vaidades e fantasias mais excêntricas. Alguns, depois de se aperceberem induzidos, lamentam muito a corrupção sofrida.

A indução pode ocorrer em forma de desafio, nos pressionando a provar algo. O diabo usou essa estratégia com Jesus: “se és filho de Deus, transforma estas pedras em pães” e “lança-te daqui para mostrar que Deus cuida de você” (Mt.4.1-8). Jesus não aceitou a provocação porque estava resolvido e não sentia necessidade de provar nada. Porém, a maioria acelera e pula.

As almas mais vazias são as mais vaidosas, e a vaidade pode estar em repouso, dando a falsa impressão de piedade. Conta-se que um diácono foi eleito num domingo o servo mais humilde da comunidade, e para agradecer e estimular essa virtude, os irmãos lhe presentearam com um broche de lapela. Para a decepção da comunidade, o nobre diácono passou a usar o enfeite todos os dias. O elogio jamais enreda quem se nega a usá-lo, mas quem é tão cuidadoso a ponto de não se gabar de nada?

Bem nos cai o alerta dado por Jesus: “vigiem e orem, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt.26.42)

 

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EU QUERO CHORAR!

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Paulo Zifum

Senhor! Eu quero ser um homem bom. Consciente de quem sou. E não apenas cônscio, mas livre de ser cínico. Eu quero chorar, meu Deus! Preciso! Minhas contas são altas e não tenho como pagar.

Senhor! Entre as engrenagens desse homem de ferro, há uma mulher querendo chorar. Eu sou sensível.

Senhor! Não sinto apenas. Eu vejo! Que as coisas não são só coisas e os fatos não são apenas isso. As pessoas não são apenas pessoas. Noto um cenário por trás de tudo e sinto vontade de chorar porque tudo é lindo e feio.

Senhor!

Foto: Diógenes, o Cínico: à procura de um homem honesto.

FAZ DE NOVO?

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Paulo Zifum

‘Senhor! Lembra quando me tiraste uma costela? O que fizeste com ela foi a obra mais fascinante de tua criação! Fiquei animado que de mim trouxeste o melhor do mundo criado.

Faz de novo, Senhor! Tira de mim algo que lhe seja tão útil. Em mim tens o ordinário que, em tuas mãos, algo de glorioso surgirá de novo!

NOÇÃO DA REALIDADE

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Paulo  Zifum

Parece que a maioria das pessoas perderam a noção da realidade. Divagando em teorias e ideais, muitos vivem de gostos e sentimentos. Acordam pela manhã e seguem o pulso atraídos por um caminho indefinido (e isso sob o desejo de controlar a própria vida).

Você precisa manter sua vida dentro da realidade. Certo? Então precisa notar que, talvez, o jeito que está construindo é de cima para baixo. O exemplo disso são os pais que querem educar seus filhos com conceitos de retidão e liberdade sem lhes infrigir dor em momento algum. Outro exemplo seria de alguém que abre um negócio simplesmente porque tem talento sem fazer uma pesquisa mínima de campo. Iniciar um namoro sem se importar com o passado do alvo amado é uma maneira de perder a noção da realidade. É como começar uma construção sem sentar para calcular os recursos (Lc.14.28)

Não que o pragmatismo seja a única realidade ou o empirismo a única forma de pesquisa (ambos carregam distorções também). Mas,  existem coisas latentes que precisam ser observadas.

Pense no casamento de João e Maria. Eles estão casados há 5 anos e perceberam que possuem poucas coisas em comum. O diálogo é respeitoso e limitado à vida doméstica com alguns comentários sobre o trabalho e o estudo. O sexo oferece a satisfação de uma boa refeição mas nada memorável para contar de modo saudoso. Falam de ter filhos para não esquecer da pauta e vão à Igreja porque são comportados. Quem pode ajudar esse casal?

A noção da realidade pode ajudar uma pessoa a encarar suas limitações, pode fazer com que entre em ação. A falta dessa noção pode manter um sujeito no cárcere da teoria e ideário privando o viver de verdade.

Jesus disse: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8.32). Jesus estava no meio de um discurso sobre a realidade e a obscura condição humana. Ele mostrou como as pessoas são incapazes de acreditar e perceber a realidade, e denunciou que os homens “amam mais as trevas que a luz” com o fim de manterem suas distorções (Jo.3.19-20). Jesus foi o maior choque de realidade que os judeus poderiam ter. Ele também “tirou o telhado” de Pilatos (Jo.18.38) e continua sendo a Verdade que todos nós precisamos hoje.

O apóstolo Pedro (considerado um homem de ação), depois de receber alguns elogios e destaques no staff  de Jesus, saiu da realidade (Lc.22.23-34). Não é exatamente assim? Somos todos feitos do mesmo material. A vaidade nos tira a noção da temporalidade e a segurança em excesso nos envia para um mundo paralelo onde somos invencíveis. Mas, Jesus deu a Pedro a chance de voltar à noção.

E qual seria essa noção da realidade?

Segundo o ensino do Senhor, a realidade é que somos amados por Deus, apesar de sermos egoístas, imorais, traidores, corruptos, covardes, maldosos e rebeldes. A realidade é que nossa limitaçãos espiritual afetou o sistema físico, emocional e intelectual, fazendo com que nosso lobo temporal esquecesse a verdadeira identidade. Nos tornamos impostores e, quando tentamos ser verdadeiros, na maioria das vezes não temos sucesso. Somos pecadores. E o modo como fazemos política revela a triste realidade dos relacionamentos onde o outro é visto como uma constante ameaça e opinião pessoal é sempre a melhor. Não há paz verdadeira e isso é uma realidade.

Então, o pessimismo é a realidade?

Reconhecer a enfermidade é o primeiro passo para tomar o remédio. Parar e pedir informação mostra a humildade do perdido. É o que o Adão de Olavo Bilac em Alvorada do Amor não quis fazer de jeito nenhum. Enquanto seguirmos o pulso, seremos mais um “sem noção nesse mundão”. Mas, o ato de “humilhar, e orar, e buscar” a Deus (2Cr.7.14), nos fará achar a realidade, a vida de significado e a eternidade.

*Foto: Segunda Guerra, em outubro de 1938, uma moça aos prantos, faz saudação nazista, ao mesmo tempo que a outra mão, segura um lenço para limpar seus olhos marejados. A imagem foi usada como publicidade, tanto pelos alemães que mostravam a moça emocionada, quanto pelos aliados, para mostrarem o seu descontentamento.

 

 

VOCÊ ESTÁ PROCURANDO CERTO?

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Paulo Zifum

“Perdi meu celular na empresa. Procurei em todo lugar, no escritório, no refeitório, com os seguranças, na praça, no estacionamento e vasculhei o carro. Nada. Então alguém disse: ‘Cara! Entregaram seu celular para a Tamis’ . Daí pra frente, parei de procurar o celular e passei a procurar a Tamis.”

Entendeu?

A gente parece que perdeu algo, porém, a felicidade, a paz, o amor verdadeiro e o sentido da vida, não estão em algum lugar na horizontal. O que precisamos está com Deus! E, nesse caso, a procura deve ser feita no sentido vertical (acima das coisas materiais e dos 5 sentidos).

Assim como um bebê depende da mãe, assim o ser humano depende do Criador. Como está escrito: “Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim. De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança. Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!” (Sl.131).

Por isso o poeta insiste: “Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.
Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Sl.37.4-5).

Você está procurando o quê? Estabilidade emocional? Tem fome e sede de justiça? Deseja viver e escapar da culpa? Quer uma nova chance?

Está cansado de tentar no “modo horizontal” e sente-se um mendigo entre buscas e relacionamentos?

Então… volte-se para Jesus Cristo! Ajoelhe-se e converse com ele de maneira honesta e humilde.

Se funciona? Experimente!

Foto: John Piper é um pregador americano que ensina a busca vertical de modo radical!

 

COMEÇA AOS 40

AOS 40 ANOS

Paulo Zifum

A vida começa aos 40? Sim! Muita coisa começa aos 40 e, dependendo das bobagens que se fez até os 39, é melhor a jornada recomeçar mais centrada. E existem 7 coisas que a “turma dos trinta” precisa considerar ao passar pelo ” portal dos 40″.

1º: Acerte-se com Deus (volte para a Igreja, aceite a Cristo, disponha-se para o trabalho cristão, leia a Bíblia e frequente uma boa Escola Bíblica). 2º Renove as alianças com pessoas amadas (esposa, filhos, pais, parentes e amigos). 3º Trabalhe com mais arte e sabedoria (menos força e mais inteligência). 4º Cuide da saúde do modo correto (academia e boa alimentação sim! mas não esqueça que só isso não garante qualidade de vida! existem coisas alegrias que protegem o rim e o coração!). 5º Planeje o futuro de modo simples (sonhos exagerados exigem sacrifícios que podem matar a vida depois dos 40). 6º  Trate os vícios pois não há garantia mística com promessas corajosas (procure ajuda, agora você tem 40 e pode tratar com maturidade suas fraquezas e limitações). 7ª Aprenda a orar (milhares de pessoas ao chegarem aos 40 se tornam céticas, perdem a fé e a ternura da oração).

Se você está diante do Portal Quarentão, o conselho é a seguinte oração:

“Salomão respondeu: “Tu foste muito bondoso para com o teu servo, o meu pai Davi, pois ele foi fiel a ti, e foi justo e reto de coração. Tu sustentaste grande bondade para com ele e lhe deste um filho que hoje se assenta no seu trono. “Agora, Senhor meu Deus, fizeste o teu servo reinar em lugar de meu pai Davi. Mas eu não passo de um jovem e não sei o que fazer. Teu servo está aqui entre o povo que escolheste, um povo tão grande que nem se pode contar. Dá, pois, ao teu servo um coração cheio de discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem e o mal. Pois, quem pode governar este teu grande povo?
O pedido que Salomão fez agradou ao Senhor. Por isso Deus lhe disse: “Já que você pediu isto e não uma vida longa nem riqueza, nem pediu a morte dos seus inimigos, mas discernimento para ministrar a justiça, farei o que você pediu. (1Rs.3.6-12)

 

MENSAGEM DE CASAMENTO

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Paulo Zifum

FOTO: Hannah (23), foi levada para o altar por seu pai Paul,  e seu noivo Stuart (25) a toma com ternura da cadeira de rodas.

Quando um casal sobe ao altar, ali, deve escutar uma breve e poderosa mensagem sobre o amor de Deus. Essa tarefa cabe ao ministro cristão, que, antes de ser um celebrante, é um pregador dos desígnios de Deus.

E qual é o propósito do casamento? O propósito é claro: “espelhar” a beleza e virtude do Criador e “espalhar” a imagem de Deus pelo mundo conforme Gênesis 1.27-28 (“espelhar” e “espalhar” expressões do Dr. Davi Merkh – professor do SBPV e pastor batista).

A amizade conjugal (unidade na diversidade) mostra o caráter bondoso do Criador quando há cuidado mútuo e vida harmoniosa. A glória de Deus é vista num casal que se ama.

Mas a mensagem do casamento não pode ser gasta, toda ela, em torno do ideal da amizade conjugal como um fim em si. Quando o casamento foi criado por Deus, havia um propósito maior que foi descoberto em Efésios,  capítulo 5,  dos versos 22 ao 32: compor uma significativa alegoria de Cristo e a Igreja dentro do plano redentor da humanidade.

Após a Queda, o casamento tornou-se cheio de “enfermidades” que envolvem desrespeitos, disputas e diversas ofensas por causa do pecado e das limitações, por causa dos medos e da dureza de coração. E nesse contexto, surgem duas vivas mensagens: quando um marido ama sua esposa e se entrega por ela, entende-se com clareza que Cristo pode redimir, ainda que haja uma forte presença do pecado! E quando uma esposa é submissa ao marido e se entrega a ele, evidencia-se que a Igreja compreende que deve ser fiel num mundo infiel.

Mesmo após a entrada do pecado do mundo, a amizade conjugal continua revelando compaixão e misericórdia dentro de um contexto de fracasso e fraqueza. Isso é maravilhoso! Diante das falhas do cônjuge, o amor se mostra tão necessário!

O ministro pode até  pregar uma mensagem criativa e descontraída, mas não deve omitir o fato de que o mundo criado revela Deus. A natureza desvenda o caráter do Criador e, no caso específico do casamento, revela um mistério oculto desde o princípio: o Evangelho e a Salvação na relação marido-esposa-Cristo-Igreja .