O QUE SE ESPERA DO CRENTE?

Paulo Zifum

O que se espera de uma árvore frutífera?

O cristão é um divergente, e, ao mesmo tempo, atraente. A luz que confronta as trevas, também chama para si os que desejam sair da escuridão. Agora, se o crente nivelar sua vida ao mundo, negociando valores na mesma bolsa, então, não diverge, nada oferece senão apoio.

Divergente 

“no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” Ef.4.23-24

Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade). E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.” Ef.5.7-12

Paulo, exorta os crentes de Éfeso para evidenciarem a salvação. Ele os exorta dizendo:

Desperta, ó tu que dormes,
levanta-te de entre os mortos,
e Cristo te iluminará.

Augustus Nicodemos interpreta esse texto da seguinte forma: “Os crentes receberam vida (Ef.2.1) e estão vivos espiritualmente, mas ao deitarem com os mortos (ter um comportamento mundano), não podem ser distinguidos. Imagine a cena de um vivo deitado entre 99 mortos?”

 

A FESTA DO REI

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Paulo Zifum

A Parábola do Banquete (Lc.14.15-24) foi contada por Jesus para explicitar como os nobres de Israel estavam rejeitando seu ministério. O apóstolo Paulo entendeu muito bem essa parábola e nos explica o comportamento do Rei:

Isaías diz ousadamente: “Fui achado por aqueles que não me procuravam; revelei-me àqueles que não perguntavam por mim”. Mas a respeito de Israel, ele diz: “O tempo todo estendi as mãos a um povo desobediente e rebelde”.

Novamente pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem caídos? De maneira nenhuma! Ao contrário, por causa da transgressão deles, veio salvação para os gentios, para provocar ciúme em Israel. Mas se a transgressão deles significa riqueza para o mundo, e o seu fracasso, riqueza para os gentios, quanto mais significará a sua plenitude! Estou falando a vocês, gentios. Visto que sou apóstolo para os gentios, exalto o meu ministério, na esperança de que de alguma forma possa provocar ciúme em meu próprio povo e salvar alguns deles.

Romanos 11:11-14

 

Nós, os gentios, fomos incluídos numa festa que, primariamente não era para nós. Os judeus rejeitaram o Rei e seu banquete espiritual, mas os remanescentes e os novos convidados indecentes entraram na Festa. Quando assentaram-se ao redor da mesa do Rei foram chamados de Igreja.

O banquete continua sendo preparado para os convidados. Mas, infelizmente, ainda há rejeição. Muitos cristãos tem sua própria agenda e os convites do Reino não são imperativos para eles. Já sabem o que querem, selecionam cultos e atividades salvaguardando a vida pessoal. Normalmente não convidam a ninguém para o Reino e pouco contribuem para que esse se estabeleça. Deles fala o apóstolo João:

Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” Apocalipse 3:15-20

PASTORES COMO DEUS QUER

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Paulo Zifum

“pastoreai o rebanho de Deus… como Deus quer” 1Pe.5.2

Como Ele quer?

1-Com limites
Pastores são ordenados a cuidar do “rebanho que há entre vós”. Uma Igreja reúne um contingente de pessoas congregadas e, ligadas a elas outra extensão. O pastor pode, por falta de limites, começar a pastorear além do aprisco. Horas de desgaste com pessoas podem extrapolar o limite humano do pastor. Isso Deus não quer.

2-Espontaneamente
A falta de limites acarreta um cansaço que pode transformar-se em impaciência com traços de ira, levando o ministro a fazer algumas coisas por constrangimento, ou seja, com sorriso amarelo e “cuidados pastorais de plástico”. Deus quer que seus ministros sejam leves e livres, capazes de amar as pessoas como livres que são. O pastoreio não deve estar preso ao ganho financeiro, o que seria um constrangimento.

3-Inspirativamente
O ministro deve inspirar o rebanho oferecendo um modelo simples de vida cristã. Por isso Deus quer que o pastor seja positivo, de coração generoso, de modo que sua vida bela possa atrair pela virtude.

Se não houver equilíbrio, o pastor fica exausto, irritado ou exposto. Nessa condição, alguns pastores em vez de confiarem em Deus, são tentados  a neutralizar suas frustrações com uma liderança dominadora, que é uma espécie de “ira do homem”. Outros são laçados pela ganância, que é uma motivação errada (que obreiros negam ter). As almas dos ministros estão rodeadas pela vaidade da vida pública e, Satanás os tenta  com comparações de outros ministérios mais bem sucedidos. É um perigo a falta de equilíbrio.

Quando o Supremo Pastor se manifestar, os ministros fiéis, espontâneos e dedicados serão recompensados de um modo tão singular que dirão “valeu a pena” por toda eternidade.

Como Deus quer
É o melhor modo de ser pastor
Melhor para o rebanho
Melhor para a saúde
Melhor para a família

*Foto: marketing para publicar o texto

DEUS ME ESCONDERÁ

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Paulo Zifum

Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá” Salmo 27.5

O Salmo 27 é a súplica de uma pessoa em apuros. Davi, o autor, viveu muitas situações de desconforto e ameaças de morte e, não são poucos os Salmos que falam de perigos diversos, invocando a necessidade humana básica por segurança.

O salmista fala sobre estar exposto e vulnerável, mas não abandonado. Os verbos no futuro (“esconderá”, “recolherá”) indicam que as declarações de socorro certo eram por fé embora a realidade fosse de perigo. Ele sente a possibilidade de “estourar uma guerra” (v.3) sem motivos (v.12). O Salmo traz uma tensão no ar.

Existem situações onde nos encontramos em clara desvantagem ou iminente risco. Nessas horas não pensamos em lutar, mas em sermos socorridos. E é nesse contexto que surge a ideia de refúgio. Davi usa em suas poesias as expressões “refúgio e fortaleza” (Sl.46.1) e “esconderijo do altíssimo” (Sl.91.1) para referir-se a Deus como protetor. 

A proteção divina é oferecida aos que clamam por ela. No passado, duas condições de socorro faziam os vulneráveis buscar proteção: a primeira por injustiça sofrida e segunda por culpa. Vítimas de disputas de poder, acusados injustamente e perseguidos por motivos arbitrários multiplicavam o número de refugiados. Esses buscavam socorro em terras de algum reino piedoso. Agora, muitos foragidos e jurados de morte que buscavam refúgio em cidades distantes, eram pessoas culpadas. A Lei Mosaica só providenciava “cidades-refúgio” (Nm.35.6) para culpados de crime acidental (sem intenção), caso estivessem sob ameaça de vingança. Nessas cidades poderiam se refugiar e aguardar julgamento justo.

Mas, quem poderia esconder um criminoso de verdade? O culpado tem possibilidade de achar refúgio em Deus, se esconder e obter salvação?

Bem, segundo a Bíblia, Deus é o vingador implacável do ímpios e todos os pecadores estão sob a ira de Deus, o juiz de toda terra, não havendo como escapar dele em nenhum lugar.  João Batista reprovou a atitude religiosa de tentar fugir da ira vindoura.

Não há como escapar, a não ser que o culpado fuja para os pés da Cruz. Cristo, o Senhor, pode oferecer ao culpado a proteção, permitindo escape do severo juízo divino. Jesus, assumiu a punição “olho, por olho” e em seu corpo a culpa do eleito fosse expiada. O vingador cessa sua busca quando os arrependidos correm para Cristo e invocam o nome do Senhor. O sangue do Cordeiro “esconde” o pecador quando o Juiz passa com a sentença de morte. 

COLHE O QUE SEMEAR

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Paulo Zifum

Deus estabeleceu a ordem da criação, não apenas das coisas visíveis, mas das invisíveis também. Essa ordem criada apresenta paralelos entre o mundo espiritual e o mundo físico, que são análogos e que também se cruzam.

Um dos princípios análogos é o da semeadura. Deus ordena: “cada um produza conforme sua espécie” (Gn.1.12 e 24) e confirma “porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl.6.7). Tanto o mundo físico quanto o espiritual estão embaixo de leis preestabelecidas por Deus.

A falta de temor ou estímulo quanto as leis surge do fato de algumas dessas leis não terem consequências imediatas. Podemos semear (transgredir/investir) e colher rápido, por exemplo, colocar a mão no fogo ou ser gentil com pessoas gratas. Porém, nem tudo apresenta um resultado imediato. Algumas coisas que fazemos “demoram  para se manifestar” (1Tm.5.24). Esse “delay” pode causar uma sensação de impunidade ou de ineficácia. Talvez Deus tenha criado esses retardos para testar a confiança nele.

Hoje, cientistas arriscam mexer em algumas ordens naturais. Eles lidam com grandezas e não controlam os efeitos futuros de suas manipulações, mas tudo tem, certamente uma consequência.

Pais se arriscam em educar os filhos agradando a si mesmos sem se indispor, mas os efeitos de “fazer a vontade do Júnior” pode criar uma anatomia irreversível.

Uma pequena corrupção de informação, valores e atitudes pode não ter colheita imediata, porém a lei da semeadura garante que ela virá. Em alguns casos “a luz vai se apagar nas mais densas trevas” (Pv.20.20). Ninguém pode escapar de Deus pelo fato de dizer “não há castigo, Deus não existe” (Sl.10.4). Ele prometeu que “perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações” (Ex.34.7).

Essas são leis divinas ordenadas nas regiões celestiais. Os homens não podem mudar essas leis. Aristóteles afirmou que jogar uma pedra para o alto várias vezes não mudará a lei que a rege. A ofensa, a negligência, a maldade e pressa pelo autogratificação são semeaduras duras e, terão consequências proporcionais conforme sua espécie.

A maldade pode demorar a ser punida e a bondade também pode não apresentar resultado a curto prazo. Você pode plantar e nunca colher nessa vida. Você pode ser fiel e nunca ser reconhecido. Mas, a lei da semeadura está garantida nos documentos de Mateus 25.35-45 e Hebreus 6.10. Segundo Jesus, algumas sementes caem no chão do Céu alienando a colheita no andar de cima (Mt.6.19-20).

Essas considerações devem causar temor naqueles que acreditam nas Escrituras. Quanto as boas sementes não devemos esmorecer se houver neblina e dúvidas até a colheita. Quanto as más, Deus providenciará livramentos. Não de tudo. Que isso fique bem claro.

*Foto: Jonas, o profeta, experimentou o que é “plantar vento e colher tempestade”

NEY e ALESSANDRA

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Paulo Zifum

Eles se casaram na capela que eles mesmos construíram, dentro do sítio onde plantaram cada flor. Eles se amam, e sem represar esse amor, deixam que passe e regue tantos puderem. São duas pessoas bondosas e muito divertidas.

Quando os conheci, procurei deixá-los à vontade. Eles ficaram me observando, mas sem demora deram a mim parte das águas do rio de amizade deles. Eles são como uma pequena mina de água, capazes de encher um grande lago de amigos.

Hoje, fui ao casamento deles. Não posso dizer que fiz alguma coisa, mas dei a benção que tinha para dar. Discursei sobre o amor de Deus porque ali, tudo era provisão divina. Roguei a Deus que sustente esse amor, porque abaixo dessas duas pequenas rochas, várias pessoas bebem do discreto amor.

Foi lindo!

VOCÊ TEM UM ADOLESCENTE?

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Paulo Zifum

Se você tem filhos adolescentes, então sabe o que é a ansiedade de vê-los felizes. Quando eram crianças eles não nos preocupavam com questões existenciais, mas na adolescência eles começam a assumir responsabilidade pela felicidade (lembra da música “Aquilo que for, será!” da Doris Day). E hoje, temos milhares de pais que parecem mais tensos que os filhos adolescentes.

A equação da vida dos adolescentes é complexa e algumas escolhas que fazem podem definir a vida adulta. Por isso, os pais não devem ser nem ausentes nem intervencionistas. Devem ser presentes. E é sobre um tipo de “presença” que gostaria lembrar você.

Muitos pais são presentes na vida comum dos filhos, mas nem todos marcam presença de oração por eles. Sim! A presença em oração pelos filhos é decisiva, e mais decisiva que nossas palavras e financiamentos. Essa instância resolve muitas coisas complexas.
Conversar com Deus é uma audiência que pode colocar o coração no lugar. Quando pais oram por seus filhos, falam para Deus seus medos, raivas e carências. A oração é como terapia para muitos que, depois de faze-la, adquirem perspectivas que antes não tinham. Pais que oram chegam à conclusão que os filhos precisam ser convencidos no coração quanto a algumas virtudes.

E a oração mais importante por filhos não é a encomenda por felicidade, mas aquela que pede para que consigam chegar à fonte da felicidade (substância), e não apenas a coisas e relacionamentos favoráveis (acidentes). A felicidade está na pessoa de Jesus Cristo e em ter um relacionamento pessoal com ele. Conhecer a Jesus muda tudo, resolve tudo. Quando um jovem experimenta a comunhão com Cristo, os rumos de sua vida são orientados por uma elevada cosmovisão. O relacionamento consigo mesmo e com seu corpo, com o mundo ao redor, com as situações adversas, com o passado e com o futuro e com as autoridades em geral, são redimidos. Ao conhecer a Jesus, jovem sabe lidar com a propaganda materialista e sensual, sabe administrar amizades e manter um padrão amoroso correto nos relacionamentos.

Você deve orar pela faculdade, profissão e casamento de seus filhos. Porém, é melhor dedicar mais tempo pedindo para que o Espírito Santo revele a Jesus Cristo para eles. Quando nossos filhos desenvolvem amizades elevadas, quando conquistam amizades virtuosas, a identidade deles é protegida. Proximidade gera semelhança. E qual amizade melhor podemos desejar para nossos filhos?

Deus está atendendo esse pedido! Aproveite e peça por isso todos os dias.