COMO SAIR DAQUI

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Paulo Zifum

Como faço para sair?

Entrei em um labirinto duas vezes. O de espelhos foi o pior. Encontrar pessoas tensas e gente chorando não ajudava em nada. Os retardados que riam enquanto andavam em círculos nos acalmavam. Sair era o propósito.

Perguntar “como faço para sair?” era inútil. Ninguém sabia. Descobrir era a tarefa. O momento em que senti vontade de chorar foi quando fiquei só. Estar perdido num labirinto na companhia de mais gente é desejável.

O desespero vem quando você começa a reconhecer que já passou por aquele lugar várias vezes e que alguém está manipulando e escondendo a saída. E você pensa: “tudo que eu queria era sair daqui”.

Vergonhoso é começar a gritar: “socorro! me tirem daqui!”, porém, bem humano. Quando já estava quase chorando, alguém de fora voltou um pouco porta a dentro e começou me chamar e eu fui tentando achar a saída ao som daquela voz salvadora.

 

 

 

 

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VEJA FILMES DE GUERRA

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Paulo Zifum

Assistir um bom filme de guerra. Todos deviam. Os covardes, todos os dias. Os pedantes, todos. Os que se acham melhores que os outros deviam avaliar se a guerra os aprovaria. A guerra, talvez, mexa demais com a cabeça, os filmes, ajeitam.

Os valores surgem na guerra e os personagens revelam seus ideais. Pelo menos 2 são comuns: vencer  e sobreviver. Quando um lado se sente forte e confiante, vencer é o ideal. Quando há dúvidas, a busca por sobreviver torna-se desesperada.

A vida é retratada nessas obras do cinema. Os conflitos entre ética e maldade, verdade e a injustiça, saltam entre mortos e feridos. Pessoas indefesas se tornam escudo para que alguns poucos cheguem à vitória. E todo filme de guerra que se preza, enquadra a cena quando aliados se estranham. O companheiro aponta uma arma para o amigo, porque a guerra é insana e afirma que, a humanidade morreu.

Assim parece-me minha realidade. Sinto-me numa frente de batalha onde meus valores estão sendo testados todos os dias. Seguro minha língua cheia de munição e abro fogo contra meus inimigos. O ódio parece necessário para viver. Chego a duvidar de meus ideais e estranho meu próximo mais próximo. E choro escondido num canto por perder pessoas queridas que tombam a meu lado sem aviso.

Por fim, todos pecam na guerra, mesmo lutando do lado certo. Os episódios vão testando a resistência do soldado. Cada dia precisa decidir se acredita na causa ou se rebela contra ela. E quase sempre os mais obedientes morrem.

Há algo de tão real na vida que, uma pessoa normal considera que deve lutar para vencer ou sobreviver. Há os que fogem da luta ou negam a realidade, mas a maioria tenta agir como soldado.

Eu acredito que um bom filme de guerra pode ensinar  pessoas boas a terem sobriedade e senso de direção. Os maus gostam de ver sangue, porém, os bons conseguem extrair virtude nas cenas de horror.

EXAGEREI

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Paulo Zifum

Tenho um vício. Todos tem um, um exagero.

Falar demais é para maioria um hábito pernicioso, e delicioso. Não dizer nada sempre, é um exagero. Comer demais é algo incompreensível, pois é como acelerar o carro sem andar. Sentir tristeza pode ser um vício imperceptível. Trabalhar demais pode ser um exagero quando não é necessário para ninguém. Dormir é uma benção se não for um sono rebelde ou covarde. Gostar de algo ou alguém a ponto de segurar forte para si pode sufocar o objeto amado. Querer ser notado é um vício que pode ser escandaloso ou secreto, e é um dos mais diabólicos.

É um exagero!

Eu percebo meus vícios grosseiros e investigo os sutis. E mantenho essa sobriedade porque acho ridículo andar pelado como se estivesse vestido. Peço a Deus que cubra minha nudez porque meu próximo não costuma ter misericórdia. Suplico que me ajude a ser mais moderado, menos soberbo, mais prudente.

Então, chega!

 

VOCÊ NÃO É GAY!

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Paulo Zifum

De 10 jovens que se identificam como gays, apenas 3 apresentam contextos definidos. A maioria foi, na verdade, fortemente sugerida. Nunca foram homossexuais ou tiveram tendência, mas aceitaram uma sugestão.

Certo pensador disse o seguinte: “O tempo e a oportunidade ocorrem a todos. O homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles.” (Ec.9.11-12).

Num mundo de manipulação, a ociosidade do jovem tem favorecido o arrastão da pornografia.  Numa cultura hedonista, a carência tem levado homens e mulheres a cogitarem que afeições de amizade se transformem num amor proibido.

Sim, tem muita gente assumindo a homoafetividade porque cedeu à propaganda. Pessoas antes biologicamente tranquilas passam a lutar no conflito “será que eu sou?”, e dedicam sua inteligência para resolver o novo desafio sem notarem que caíram numa rede perigosa.

O movimento gay tem um padrão de propaganda que é praticado desde o Éden: 1-chamar atenção para o proibido. 2-desconstruir a ordem anterior. 3- negar os efeitos colaterais (omitir). 4-desafiar a romper limites. 5-prometer felicidade e liberdade.

Quando a esmola é demais… gente inteligente deveria desconfiar. Esse negócio de “você quer, você pode” ou “meu corpo, minhas regras” é uma oferta para deuses. É muita isenção e imunidade para os mortais.

A gente perde a noção porque os apetites sexuais costumam direcionar demais. Aquele filme com uma cena sutil é suficiente para despertar um “por que não?”. Aquele tempo ocioso num quarto com uma amiga pode despertar algo excitante não catalogado. Mas, nada disso define sua identidade.

Você não é gay. Você apenas está sendo altamente sugerido por agências especializadas que conhecem muito bem as probabilidades. E é um grande erro achar que os seres humanos são os únicos a influenciarem esse mundo. Existem seres espirituais que criam ideologias sofismáticas para afastar você de Deus. O mal lança setas na mente de todos.

Se você aceitar a sugestão de que é gay, estará assinando um contrato sem ler aquelas letrinhas miudinhas que negam a existência de um Deus criador e bom.

Não faça isso! Você não é gay! É apenas alguém que se abriu para um apelo sedutor e desafiador. Encare isso se for honesto.

QUEM É DEUS PARA VOCÊ?

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Paulo Zifum
Se eu fosse descrever Deus usando minha mãe como referência, seria assim:
Deus é durão e nunca se vê medo em seu semblante. Deus cuida das pessoas de um modo tão integral como se a existência dele girasse em torno delas. Ele tem ótimo senso de humor e não perde uma boa piada. Gosta de contar histórias. Fica enfezado de um jeito muito evidente. Deus é severo e muito criativo em seu modo de punir. Deus é amoroso sem ser melado. Ele é verdadeiro sempre. Ele consegue ser infantil e adulto num mesmo dia sem perder a seriedade. É inventor e nunca cessa de fazer coisas novas. Quando não conserta coisas quebradas, as tira de sua presença. Deus é estranho e enigmático. Ele gosta de música. Ele tem reações violentas contra certas desobediências. Deus faz de conta que não vê certas traquinagens. Gosta de fazer comida. Deus é fiel e zela por suas palavras. Deus se envolve com poucas coisas. Não liga para dinheiro ou posses.  Ri de quem se mostra arrogante ou tolo. Escolhe muito bem suas amizades. Honra os pais. Deus não gosta de todo mundo. Deus é seguro e não sente dó de si. Deus tem charme. É generoso, empresta e dá. Deus é único e nada pode se comparar a ele.
Isso não é teologicamente convencional, mas… após escrever tal encanto verbal, digo sem medo: minha mãe é sensacional!

 

CAVAR POÇOS

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Paulo Zifum

Fazer uma oração, saber estudar a Bíblia e cultivar amizades é como cavar um poço artesiano. Quem dedica esforços nesses trabalhos experimenta o jorrar de bençãos.

Oração: Falar com Deus. É um trabalho para o qual a maioria não tem recurso para cavar. É um dos poços mais caudalosos, porém, pouco explorado. Exige renúncia constante da vida material (Lc.11.5-13 – 1Rs.3.1-18)

Estudo da Bíblia: Habilidade para ouvir a Deus. A tarefa exige ferramentas específicas não fornecidas pelos recursos humanos. O trabalho exige por vezes cavar profundidades para compreender um pequeno mistério, porém, quando o obreiro acha o veio, é recompensando por toda a vida (Salmo 1 -Jo.5.39).

Cultivar Amizades: Valorizar pessoas. Esse é um poço riquíssimo, com possibilidade de formar açudes, lagos e até rios. Corre-se o risco de secar repentinamente, porém, não ocorre sempre. Quem se esforça por cultivar amigos, recebe amparo e alegria por toda a vida. A exigência desse tipo de poço é que precisa de constante manutenção.  (Pv.17.17 -Pv.27.10)