APARÊNCIAS ENGANAM

A Sikkimese woman carrying a British man on her back, West Bengal, India, circa 1900. Historical Pics.

Paulo Zifum

Mulher nativa carrega inglês nas costas, West Bengal, India, 1900.

Alternativa:

A: Ela é enfermeira e ele está à beira da morte

B: Ele é aleijado e a pagou para transportá-lo

C: Ele é um político-gafanhoto-colonizador

Tem hora que a verdade é muito aparente. O político-gafanhoto-colonizador  entra num país para exaurir os recursos por onde passa. Ele pode até pagar uma “taxa de exploração” e manter as aparências por meio de programas sociais, mas, no fundo do pântano capitalista, ele é um espírito que consome tudo e deixa quase nada.

A imagem acima pode ser interpretada e aplicada ao capitalismo-gafanhoto, seja político ou religioso, seja em nome do partido, da empresa ou da “igreja”.  No caso da Índia, Ghandi lutou para espantar o gafanhoto britânico. Aqui no Brasil quem poderá nos ajudar?

Senhor! Nossa aparência não engana! O mundo todo sabe o que se passa aqui em nosso país. Levanta-nos juízes como fizeste nos tempos de Gideão!

QUANDO O AUTOR SOBE NO PALCO

Paulo Zifum

Quando o autor sobe ao palco, é porque a peça já terminou” CS Lewis

Lewis é como uma mina de pedras preciosas. Às vezes é só pedra e barro, o que faz parte da fonte humana, porém, quem garimpa em Lewis acha tesouros para si que elevam a existência. Ele é inspirador!

A frase acima encontra-se na obra Cristianismo Puro e Simples e refere-se ao fim do mundo. Eu li essa frase e fiquei pensando. Junte-se a mim!

ler mais:

https://meraverdade.wordpress.com/2010/01/14/frases-do-c-s-lewis/

 

CORAM DEO

CORAM DEO

Paulo Zifum

“Para onde poderia fugir da Tua presença?” Salmo 139.7

A consciência de que Deus existe é comum, mas o sentimento descrito no Salmo 139 é para poucos. O autor vai além das ideias religiosas de um ente divino no céu. Parece que ele perde o fôlego várias vezes ao descrever quem é Deus: “é maravilhoso demais para mim” (v.6).

Este salmo é perfeito para explicar a expressão “nele nos movemos e existimos” dirigida aos gregos (At.17.28). O texto diz que o homem não pode rodear a Deus tentando estudá-lo, mas nEle, tenta se achar. Tudo é Coram Deo para o salmista.

É assim que a Bíblia explica: “…pensamentos e intenções do coração,.. nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hb.4.12-13).

Lutero usou a expressão Coram Deo para afirmar isso e Calvino disse que todos temos negotium cum Deo. Essas ideias podem parecer absurdas para os ateus, porém, quem pode negar que tudo o que temos nos foi doado? A ideia de um criador nos observando é desconfortável para o pequenino terráqueo.

Entretanto, para os cristãos, é belo e pleno de sentido, jamais invasivo ou opressor. Salvo experiências como a do profeta Isaías, que, ao ver o Criador mais de perto, percebeu não estar pronto para um acerto de contas (Is.6). É um desespero comum deparar-se com aquele que sabe todos os segredos!

Por isso, “fugir da face” seja algo tão inconsciente e recorrente em nós, que, desde crianças procuramos esconder nossas “artes”. Com a boca lambuzada de chocolate negamos que comemos. Deus, em algum momento, deve rir.

Tudo está evidente para Ele. Ninguém vive sem ter “negócios” com Ele. A Ele devemos tudo, desde nossos talentos até os filhos que temos. Cientistas ateus recebem recursos de Deus para suas pesquisas. Os gênios nascem gênios e é constrangedor pensar que Stephen Hawking foi financiado por Deus! E quando esse cientista famoso disse: “Não há Deus nenhum” ele o fez Coram Deo. 

Explode a pergunta do salmista: “para onde fugirei da Tua face?”

JUÍZO FINAL

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Paulo Zifum

Vai tudo aqui findar, menos Jesus. Quando o Juiz chegar, é meu Jesus. Oh! Que alegria em ver, quando o meu Rei descer e a mim, então dizer: “Sou teu Jesus”! Salmos e Hinos nº 385

Tive um sonho sobre o Juízo Final:

Eu me vi no meio de uma multidão. Todos estavam em pé, aguardando o julgamento. Eu me sentia estranho, olhando as pessoas ao redor. As conversas eram discretas e sussurradas e o assunto era apenas um: o que esperar do julgamento. O rosto de todos era tipicamente tenso. 

Percebi pessoas otimistas, pessimistas e muitos com dúvida. Cada um fazia seu autoexame. Um homem comentou ao meu ouvido coisas boas que fez na vida. Falava picado, com visível desespero, empurrando sua memória o mais alto que pudesse. Podia notar a culpa naqueles que olhavam cabisbaixos para o infinito.

Não havia vontade de cantar nem descontrair. Em pouco tempo tinha gente desmaiando. E o clima de dúvida invadia os mais otimistas. Uma mão em meu ombro me fez olhar para trás. Era um conhecido pedindo instruções sobre o que devia dizer no julgamento. Surpreendido e com receio, disse: “diga a verdade”.

Foi nessa hora que me lembrei da grande farsa da vida humana e que grande parte de nossa história foi uma grande bolha de impunidade. Não gostamos da verdade, pensei eu. Nossa vida como raça foi deliberadamente em fuga da realidade e de crença em ilusões. Dificilmente alguém seria capaz de falar a verdade, somente a verdade.

Uma mulher gritou: “não é justo”! Um silêncio pesado se criou. Ela não disse mais nada, porém disse tudo. Talvez o pensamento trouxesse um ânimo. Afinal, durante toda a história fomos juízes do mundo. Nós definimos o que é justo. Então, pronto! Cada um pode fazer seu julgamento de si. De repente, um burburinho surgiu e as pessoas conversavam, agora gesticulando.

A porta principal se abriu e um nome  foi chamado. Era eu. Fui passando entre ombros moles. Meu batimento cardíaco estava descompassado. Alguém me desejou sorte. Havia um clarão adiante. Entrei e, logo depois, acordei.

Depois, demorei em concluir a realidade do sonho. Todos os que não acreditam na vida após a morte, imagino que serão os mais tensos naquele dia. Penso que todos os religiosos farão uma revisão em suas crenças. Suponho que todos os panteístas se sentirão desconfortáveis com a ideia de um tratamento pessoal da existência humana, por não acreditarem num deus pessoal e moral.

Acredito que o dia do Juízo Final será um dia em que o ser humano definitivamente achará inútil todos os recursos materiais e duvidará das crenças que não podem ser sustentadas por um sistema coerente de justiça. Nesse dia, o sonho de que a justiça seja feita e o mal seja punido, será substituído, no caso de muitos, por um desejo desesperado de anistia. O tribunal julgará cada um em particular. A humanidade estará inteira, em pé, na presença de um juiz pessoal.

Desde meus 15 anos, quando fui convidado para ouvir sobre o Evangelho, tenho aprendido que Jesus Cristo veio ao mundo para “buscar e salvar o que havia se perdido”. Acreditei de todo o meu coração que Ele me amou morrendo por mim na Cruz como pagamento antecipado de minha sentença no Juízo Final. Entendi que devo sempre olhar para Ele, como autor e consumador de minha fé. Ele tornou essa esperança real pra mim. Procuro manter um relacionamento pessoal com ele, converso com ele todos os dias e me esforço para compreendê-lo. Ele disse que não posso fazer absolutamente nada que tenha valor no juízo, mas afirmou que, se eu confiar nele, confessar meus pecados e amar meu próximo, Ele me reconhecerá no dia do julgamento.

Agora sonho acordado, pensando no hino acima: “é meu Jesus”. Espero ouvi-lo dizer: “sou teu Jesus”. Não tenho medo de encontrá-lo. Sua graça me enche de confiança e seu amor me faz jogar fora o medo.

Bíblia e Cristianismo: Trata o homem como pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, portanto, um ser moral que deve prestar contas de sua vida. Esse é o senso  de realidade defendido pelo Cristianismo como contraproposta de uma mentalidade moderna que relativiza a culpa. O Cristianismo é a única religião que esclarece detalhes sobre esse dia. Para os cristãos, a Trindade comporá a tribuna e Jesus Cristo será o Juiz.

 

ANA, ELCANA, PENINA E TODOS NÓS

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Paulo Zifum

Ana significa “cheia de graça” אנה Hanah

Ana era uma mulher hebreia cuja a história foi eternizada no fantástico livro de Samuel שְׁמוּאֵל. Essa obra literária é especialista em retratar personagens e contrastá-los de modo que o leitor escolha sempre a virtude destacada.

A história de Ana ocorre dentro de uma cultura em que um homem poderia ter duas esposas em circunstâncias muito específicas*. Ana tinha um esposo amoroso e uma rival odiosa. Não sabemos quem era esposa legítima (primeira) se Ana ou Penina. Sabemos que o ciúme nesse contexto é um tormento (Gn.30). E com Ana ocorreu o pior que, na época, poderia ocorrer com uma mulher casada: a esterilidade.  Penina era fértil e, com muitos filhos fazia tudo para irritar Ana, que não demorou para entrar em depressão.

Seu esposo disse: Você só chora e não come. Sua tristeza de coração mexe comigo. Por favor, coma! Pense em meu amor, eu te peço. Eu acho que meu amor é melhor que dez filhos!

Ana não sabia como responder. Como explicar para um homem tão bondoso algo que poderia entristecê-lo. A ânsia de ter um filho havia se tornado um “buraco” gigante em sua alma e o amor de esposo parecia insuficiente.

Essa pequena história tem apenas 9 versos e um mundo de mensagens!

A vida é cheia de pessoas se dividindo, de situações de desconforto e necessidades não supridas. E, algumas horas, percebemos que não há dinheiro, não há medicina e nem o amor das pessoas (esposo, esposa, filhos, pai e mãe) que resolva.

A vida tira a agenda de nossas mãos e nos diz como uma governanta má: Você não pode escolher datas aqui! E você também não pode ler as datas do futuro!

A vida pode impôr tristeza e solidão mesmo nos dando uma mesa farta e carinho ao redor. E isso nos faz sentir culpa e conflito.

A vida é assim! Ninguém pode ter tudo e sempre falta algo.

A tristeza de Ana era legítima. Ela tinha razão de se sentir triste, incompleta e fracassada. Quando um ser humano não consegue funcionar para aquilo que foi criado, ele pensa: O que estou fazendo aqui?

E a tristeza é aumentada pela comparação. Não conseguimos viver sem perceber a felicidade alheia. Ana olhava para as conquistas e orgulho de Penina e via sua esperança se adiando. E Penina fazia questão de desfilar o sucesso e dar aqueles “closes” maldosos para Ana.

A vida desfila comparações. As propagandas deixam as almas aguadas. Você não consegue se segurar. Olhe para você! Por que está aí ainda? O tempo está passando e logo você estará velho. Penina é a vitrine que nos lembra que não temos recurso suficiente.

Como entender adolescentes cortando os pulsos com pais amorosos no quarto ao lado? Como entender homens e mulheres com olhar distante diante de filhos saudáveis no playground? Como evitar a tristeza de não conseguir casar? Tanta gente de mãos dadas e você segurando a coleira de um York shire.

E se você é um esposo de Ana? Você se sente impotente. Você faz tudo pela pessoa amada, mas não pode fazê-la feliz. Dá vontade de chorar! O que um pai e uma mãe não dariam para ver um filho feliz? Mas, existem coisas que jamais poderemos oferecer.

O texto só tem 9 versos! Incrível como essa “pequena tela” explica como a tristeza legítima surge e aumenta reduzindo nossa vida à necessidade de ter tudo.

Bem no meio, num verso discreto, encontramos Deus na equação, indicando que toda provisão em nossas vidas é deliberada por Ele. E muitos ficam magoados com Deus, porque acreditam que Ele diz “não” para coisas básicas, como no caso de Ana que sonhava ser mãe.

O verso 5 parece nos dizer que Deus é quem nos supre com amor ou coisas, é quem nos dá satisfação ou nos deixa chorar. E se Ele vai dar um filho para Ana não podemos saber agora. Talvez ele diga apenas: Minha graça te basta! Talvez ele fique em silêncio até que as águas dos olhos mudem o deserto.

Gosto dos 9 versos.

*Levirato: Ocorrendo a morte de um irmão casado sem herdeiro homem, o cunhado era convocado a assumir a viúva jovem do irmão (Dt 25:5-6).

 

O TRABALHO DO MÚSICO

musico

Paulo Zifum

-Vai procurar um trabalho de verdade! Resmunga o pai vendo o filho jovem acordar na hora do almoço. -Pai?

Músicos precisam de duas coisas: tempo ocioso e tempo livre intenso. No ócio surgem as melodias. Como um beija-flor zigue-zagueando em pensamentos ou caçador de antiguidades catando ferro-velho, o músico vai tropeçando em acordes e notas, e vai juntando tudo, ora divertindo ora sangrando.  É um mistério o modo como surge a música.

Mas, depois que emerge o som bom, começa o trabalho árduo. E é nesse trabalho, que os músicos se dividem. Alguns trabalham muito, horas a fio, noites e noites até a música ficar pronta para servir. Muitos músicos são preguiçosos ou incrédulos para com suas obras, e deixam pra lá. Outros, como espermatozoide escolhido, atravessam os ácidos da dificuldade, compõem e gravam e cantam pra todo mundo ouvir.

Pensa o quê? Postar um vídeo no youtube é moleza? Gravar em estúdio é fácil? Escrever e escolher a letra é tranquilo? Não! É a dureza do ofício!

Graças a Deus, que cuida dos passarinhos, dá provisão para os músicos. Eles ficam lá com o violão e uns batuques, e pelo dom dado por Deus, trazem a beleza em forma de som. Eles melhoram o coração de muita gente, curam o amante mudo e tocam o ouvido surdo dos insensíveis. Eles são uma provisão de Deus para o mundo.

-Ouve aí! Diz o jovem sentando a mão no piano. -Você que fez? Pergunta o pai. -Pô filho! Ficou legal! Disfarça o pai, pensando nas contas para pagar. -Ê pai! Sei que não é a profissão que imaginou pra mim, mas…   -Me dá um abraço aqui! Alguém tem de patrocinar esse ministério, né? -Valeu pai!

 

OCULTAÇÃO DE EVIDÊNCIAS

Sem título

Paulo Zifum

Ensinar a Teoria da Evolução nas escolas como única teoria é, no mínimo, desonesto. As lacunas (falhas) dessa teoria são preenchidas com fé, posto que muitas afirmações não podem ser provadas empiricamente (é essa é uma exigência da ciência). Quando não se pode provar, é comum dar um “salto” por meio da crença.. Nenhum cientista faz pesquisa isento de crenças e nenhum fato científico é interpretado isento de pressupostos.

Se um professor de biologia ensina a teoria das espécies como ciência, precisa admitir que, essa é uma das explicações para a origem da vida. A outra explicação é a do Design Inteligente. Essa possibilidade tem sido rejeitada por estar ligada ao criacionismo. Mas, qual a razão do preconceito se as duas teorias falam de fé? Ambas olham para o passado e dizem “supomos que foi assim”. As duas teorias apresentam evidências e também limitações.

Negar o discurso lógico de que houve planejamento na criação do universo, não parece sensato. Tentar provar que a vida é obra do acaso e que não existe um Design Inteligente por trás da natureza complexa, é um trabalho que exige um tipo de irracionalismo, enorme habilidade de encobrir pistas e ótima oratória para confundir provas. É um trabalho sujo.

Eu sou criacionista, mas admito e apoio que se ensine a teoria da evolução, mesmo que a macroevolução seja algo apenas imaginado por milhões de anos. Darwin era um pesquisador sério que revolucionou o estudo da biologia. Não é correto negar isso.

Porém, os evolucionistas não admitem, de jeito algum, as falhas da teoria da evolução, e atacam de modo irracional a proposta de Michael Behe em sua teoria da Complexidade Irredutível. Não aceitam críticas nem diálogo porque acham que os biólogos que defendem o Design Inteligente são religiosos. Ora, religioso é aquele que se utiliza de crenças para apoiar sua busca por respostas. A Teoria da Evolução está repleta de saltos inexplicáveis, que exigem fé dos jovens alunos. Parte é pesquisa provada em laboratório, parte é crença de “milhões de anos”.

Deus ajude nossos professores de biologia a redimirem essa tão prestigiosa profissão que, em nossos dias, tem demonstrado um apego reducionista.