AMAR VENENO

Source: AMAR VENENO

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NÃO QUERO ORAR

 

John Owen

Esta aversão e repugnância frequentemente se mostram nas afeições. Haverá nelas secreto esforço contra a convivência próxima e cordial com Deus, a menos que em sua alma a mão do Senhor aja fortemente.

A alma acha o momento de adoração particular fatigante antes mesmo de começar, e pergunta: “quando vai acabar?”.

 

TIRE A TRAVE

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Paulo Zifum

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.” Mateus 7:5

A hipocrisia é como um “matinho” que dá aqui e ali em todo canto. A gente não planta a danada, ela nasce espontaneamente.

A expressão “tire a trave”  para depois ajudar a “tirar o argueiro” é tão eficaz que não precisa explicar. Nossa imaginação aplica com facilidade à todas as manias que temos de ficar dando conselho, avaliando e julgando os outros.

É feio demais uma pessoa com muitas desqualificações morais, com temperamento indomável e com vaidades secretas, ficar sustentando uma posição de santa, calma e desapegada.

Sei não. Será que Jesus estava dizendo que devemos ver nossos pecados como maiores sempre? Ele quis dizer que a agenda de corrigir o mundo deve começar sempre do maior problema para o menor. Adivinhe quem tem o maior?

 

TOMEI E ME SINTO…

Sem título

Paulo Zifum

Cuidado! As ofertas feitas nos discursos evangélicos por rádio, TV, música ou postagens de encorajamento, podem reduzir o cristianismo a uma muleta psicológica.

As pessoas estão erradas, segundo a Bíblia, estão mal direcionadas e incapazes de identificar qual seu real problema existencial. Eu e você, nem sabemos qual a nossa verdadeira necessidade. Somos pacientes que, a princípio só queremos um remédio que resolva a dor, a guerra e a injustiça.

Hoje tem muita gente cristã pregando que o cristianismo tem remédio para todas as dores de cabeça. E não é mentira que a mensagem cristã seja eficaz, mas quando o discurso promete o Céu omitindo a Cruz, torna-se um placebo.

O discurso evangélico que convida a platéia a pensar em suas necessidades, é aquele que logo mostrará, por “a+b”, como as tentativas fora da igreja fracassaram. Invariavelmente, depois colocar nas mãos do próprio paciente a decisão para melhorar de vida, vem o apelo para aceitar a Jesus.

E qual é o sacrifício que esse paciente deve fazer? Bem! Aí depende do consultório. As prescrições giram em torno de práticas de virtudes, abandono de vícios, participações nas atividades religiosas e outras dicas humanistas.

Isso é ruim? De forma alguma! Nunca é ruim estimular às boas obras e um pouco de fé.

O problema está exatamente no expediente de concordar com a demanda do paciente. Igrejas que atendem a necessidade de “pão, publicidade e poder” deixam sua vocação hospitalar para serem um  tipo de “centro de estética”. Ali, há um orgulho pela capacidade de compreender as pessoas.

Mas, será que há, de fato, uma compreensão?

Bem, se você entrar numa Igreja Protestante Reformada*, não receberá uma “massagem”. Ouvirá com clareza a bondosa oferta divina descrita em Isaías 55, e por esse mesmo texto, saberá que: o que Deus quer não se harmoniza com nossas expectativas. Uma Igreja séria jamais esconde o tamanho do conflito entre Deus e os pecadores.

Imagino que você não quer ir a um hospital e sair de lá com as mãos cheias de “aspirinas”. Então, cuidado! Há uma atmosfera de “amor e encorajamento” muito suspeita por aí!

*Igreja Protestante Reformada:  leia com calma o artigo do link abaixo

http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_XI__2006__2/Valdeci.pdf

 

MEU CORAÇÃO É ONDE MORO

Sem título

Paulo Zifum

O coração é um lugar. -Você mora no meu coração!

É uma frase bonita, mas a verdade é que moramos mesmo em nosso próprio coração. Embora pessoas nos ofereçam espaço generoso e aconchegante em suas vidas, o estado de nosso coração é que vai determinar nosso bem-estar. Uma pessoa pode ser amada e, mesmo assim, sofrer com conflitos angustiantes. É possível ser rico de bens e saúde e, ainda assim, sofrer de ansiedade. São inúmeros os casos de pessoas de boa família, cercadas de afeto, mas sofrem com um coração magoado.

A metáfora é curiosa. Um lugar para ser agradável precisa ser arejado, aconchegante, e equipado com as coisas básicas para se viver. Deve ser seguro (paredes, teto, janelas e portas). Deve ter alimento que satisfaça. Deve ter sossego.

Algumas pessoas vivem em meio à grandes problemas ao redor, entretanto, parece que estão em paz. Enquanto ao redor o cenário é um horror de pós-guerra, o coração pode estar na shalom de Deus. É o que o apóstolo Paulo chamou de “paz que excede todo entendimento” (Fp.4.7). É um fenômeno experimentado por crianças e adultos, seja por ignorância da realidade ou por confiança na providência divina.

Como está seu coraçãozinho?

Às vezes é preciso encarar que, os desconfortos de nossa vida não são causados pelas pessoas ou circunstâncias, como o behaviorismo explica. Lá dentro, é que as coisas estão bagunçadas, entulhadas e apertadas. O coração pode ser “mobiliado” de modo exagerado ou pode estar vazio. Pode ser um lugar com muita informação intelectual mas pouco calor afetivo.

Onde você mora? Em uma casa ampla, apartamento ou em uma tenda?

O coração pode ser como um chalé sem vedação para o inverno rigoroso. O frio de fora entra com facilidade. Pode ser uma casa sem ventilação, que causa desânimo de tão abafada. Muitas pessoas não sabem proteger-se do gelo de comentários e notícias. Outros, tensos,  potencializam calor das pressões externas. Por isso o sábio diz: “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida (Pv.4.23)

Acredite! O lugar mais descuidado da humanidade é esse! O lugar mais ignorado tem sido o sítio do coração! Quem dera o principal problema do mundo pudesse ser resolvido por uma escola, por uma prefeitura, pela ação de um governo ou um remédio. Mas, não há nada suficiente ao redor para um coração triste.

E para remover a tristeza, você sabe o bota-fora que deve fazer, mas fica adiando. Sabe que deve dar uma faxina ou uma pintada nesse pobre coração, mas vai empurrando a reforma. Não sabe por onde começar? Não sabe como perdoar e nem pedir perdão? O coração está quase desabando em sua cabeça e você tem perdido a fé no conserto?

A resposta encontra-se em dois convites cordiais feito por Jesus: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Mt.11:28,29 -Ap.3.20).

Se Jesus entrar em seu coração para ficar, tenha certeza, as coisas vão mudar. Não há lugar onde Ele entre que o mal não saia. Agora, sem Ele, todas as nossas terapias são ineficazes. Sem a Palavra de Deus não há sucesso para tratar o coração, porque só a explicação da Bíblia é capaz de acertar “o ponto” certo que corrige o sofrer do coração (Hb.4.12).

Ouça a doce voz que diz: “filho meu, dá-me o teu coração” (Pv.23.26). Deixe que Deus decida, pois só ele pode arrumar, consertar, restaurar, limpar ou dar um novo coração (Ez.36.26). Ele pode tornar seu coração um bom lugar para se viver.

Se, por um momento, tenha achado essa mensagem muito simplista, repense. Pode ser que o seu coração cheio de ideias tenha perdido a simplicidade. Abra a porta! Deixe que o supremo Design de Interiores entrar!

 

NÃO TENTE POSSUIR ESSA VIDA

Sem títuloPaulo Zifum

A foto acima é o momento, é a vida que passa, é a prova de que ter recurso nos deixa tentados a querer eternizar a felicidade. A vida nos deixa empolgados e a possibilidade de ver coisas belas nos eleva, pois todos nós desejamos ir além.

Porém, a velhinha debruçada na grade nos traz uma pequena mensagem: a felicidade é um lance de olhar, é um beijinho, é uma brisa, é uma paisagem na janela do trem, é um abraço na plataforma a despedir-se prometendo voltar.

A velhinha foi lá, e porque estava à toa na vida, foi ver a beleza passar, para guardar uma imagem ou um som, para dizer a si mesma que não se privou de olhar o pôr do sol ou a lua. Mas, veja que ela não queria possuir o momento, só sorvê-lo.

Certamente não estamos falando de tirar fotos, que é uma invenção maravilhosa. Porém, a ansiedade de querer demais tem tirado a serenidade de muita gente. A maioria tenta aumentar sua riqueza de coisas e pessoas, caindo na perigosa maldição de Midas.

Porém, a velhinha está lá, tipo feliz com café com leite, com aquele sorrisinho de pão de queijo.  Dizendo-nos: Felizes as pessoas que não se importam tanto com os “recursos”! Felizes os que conseguem lavar louça e achar o sabão perfumado uma coisa linda.

Bem-aventurados os que consideram as “grades” do tempo, do espaço, da idade, da condição social,  o anúncio de um show. E não seria um show à parte se a velhinha pulasse a grade para abraçar o momento?

Porque há uma hora rara em que devemos ignorar as grades e limites para acessar uma bênção*. E quem fica “tirando fotos e selfies“, às vezes, perde o momentum.

Seja como for, a vida desfrutada é uma dádiva para rir e chorar, aprender e despertar, sonhar e realizar até despedir-se no fim do ato. A ideia de posse é inadequada pois, segundo Mario Quintana, “esta vida é uma estranha hospedaria, de onde se parte quase sempre às tontas, pois nunca nossas malas estão prontas”.

A velhinha, junto com Salomão nos diz:  Você pode ser feliz,  viva o momento,  cada coisa a seu tempo!

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.” Eclesiastes 3:1-8

*bênção: Não há bem-aventurança em ultrapassar os limites morais dentro de nós. Não há real felicidade quando ignoramos a ordem exposta na Palavra de Deus. Há prazer, há sensação de posse, mas não há benção.

EU QUERO É FAMA!

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Paulo Zifum

A maioria das pessoas que alcançaram a fama, a princípio, não pensavam nela. Dificilmente alguém declara amor direto. Os desejos são nossas roupas de baixo, e quem se descuida acaba usando em público, em conversas ou atitudes nada discretas.

Desejar fama é instintivo em nós. Querer reconhecimento cria a competição pelo elogio e nos faz vulneráveis à opinião dos outros. E quem é que não liga para a crítica? Quem não fica modificado com um louvor?

Satanás, depois de observar a Jesus por 30 anos, depois de espera-lo abandonar o anonimato da carpintaria de Nazaré, investiu sua clássica tentação: fama e poder (Mt.4). Acostumado a seduzir a todos os homens, ficou muito decepcionado, pois Jesus rejeitou a oferta de modo sério e resolvido. Foi um “não” poderoso.

Infelizmente, a maioria de nós, aceita viver em função da fama, seja por um reino pequeno de papelão ou por segundos da bolha de sabão.  A inveja microscópica está lá, mexendo dentro de nós quando alguém tem bens mais confortáveis ou talentos mais excelentes.

Eu? Não tenho esses problemas. Só estou escrevendo sobre. Para dizer a verdade, sinto um pouco quando leio C. S Lewis. Sinceramente morro de inveja. Eu queria ter escrito aquele livro simples e famoso.

Nesse naufrágio, agarro as palavras de Spurgeon: “pois qual a vantagem se meu nome estivesse em milhares bocas, se Deus o vomitasse da sua? Que importa, se meu nome estivesse escrito no mármore, se não estivesse escrito no Livro da Vida do Cordeiro?”

Coloco-me aos pés da Cruz para confessar que vergonhosamente busquei a fama. Ponho-me em pé diante do demônio e da mídia e repito: “só ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto”. Sinto-me vitorioso em Cristo Jesus.