CHEGAR MIUDINHO

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Paulo Zifum

Se alguém deseja seguir a Jesus, precisa aprender a chegar miudinho. Assim, tipo na manjedoura. Entendeu? Se quer ser como Cristo, não pode ficar esnobando toda hora que veio do Céu, mas deve morar “simplizinho” em Nazaré, onde nada legal acontece. Se quer ser aluno do Mestre, precisa esconder o conhecimento quando as pessoas quiserem vaidade. Jesus sabia de tudo e vivia como se não soubesse de nada.

Ele trabalhou como carpinteiro até seus 30 anos. Quando foi liberado para escolher sua equipe, não foi para a capital escolher gente pronta, mas começou na Galileia selecionando os improváveis. O Senhor abriu mão da excelência para não impressionar com a aparência. Chegou miudinho!

Ele se esvaziou e se humilhou.

Ó Senhor! Eu, que já nasci vazio  e humilhado, devo colocar-me em meu lugar e segui-lo da maneira que me é mais adequada: no anonimato.

Quem quer ser de Jesus, tome sua Cruz! Esteja disposto a promover as pessoas e se esforce para que suas palavras no salão sejam com “passo curto” na boa música batista do “convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo.3.30).

Estou tentando isso! Há anos me esforço para não “chegar, chegando” pedindo admiração do verme. Fico envergonhado toda vez que deixo Satanás sugerir posturas de grandeza. Sinto o arrepio de Ananias e Safira na espinha! (At.5).

Ó Deus! Ó Espirito Santo! Ensina esse pobre a ser como Jesus!

*(depois com os milagres, a fama de Jesus explodiu. Porém, mesmo assim, ele pedia para as pessoas não “postarem nada”).

SEU CASAMENTO SEJA FESTA!

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Paulo Zifum

“Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude.
Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela.”  Provérbios 5:18,19

Possuímos poucas coisas nessa vida. Um dos bens seguros procede do amor conjugal correspondido. O casamento real (onde dois se tornam um) traz consigo o sentimento de pertencer, bem como de possuir.

Salomão descreve a esposa de modo respeitoso e belo. Ela, pertence ao marido que tem nela o suficiente para a vida toda. O marido pertence a ela (1Co.7.4), mas é ela que flui com seu amor. É ele a parte carente a ser saciada.

A expressão “esposa da juventude” remete a um casamento antigo. E a exortação dirige-se aos casamentos que correm o risco de perder o encanto. É comum as pessoas não desfrutarem de suas posses pelo fato de não terem nelas a excitação do início. A tendência do pecado, nesse caso, é impulsionar a busca por novidade à procura da alegria perdida. Por esse lapso, Deus enviou aos casados essa mensagem com muita precisão.

O amor conjugal precisa ser observado na perspectiva positiva que envolve a intimidade física e o texto sagrado faz pensar, discretamente, numa cena conjugal privada. A Bíblia, que nesse caso proíbe os solteiros, ordena os casados em medida perfeita: “fartem-se de carícias!”.

E, por quê essa ordem foi dada?

O contexto do capítulo 5 alerta sobre o perigo do adultério. O homem é um ser moral que nunca pode encontrar real saciedade no pecado (imoralidade). Pode “beber de várias fontes”, mas nunca estará satisfeito na prostituição ou defraudação. Muitos homens famintos comem frutos proibidos e experimentam um prazer revigorante, mas Salomão diz que “no final da vida você gemerá, com sua carne e seu corpo desgastados” (Pv.5.11).

Há garantia bíblica de felicidade no casamento hétero-monogâmico-exclusivo, mas o que pode acontecer se o homem não se saciar com sua fonte? Duas coisas:

  • ficará exposto “como ave vagando longe do ninho, assim é o homem perambulando longe do lar!” (Pv.27.8). E “longe” não é só para caminhoneiros há meses longe de casa, mas pode ser também uma relação reduzida a coisas administrativas, trato educado e quase nenhuma intimidade afetiva. Uma vida conjugal morna é como uma festa onde o vinho acabou.
  • essa exposição pode esvaziar o sentido da vida, pode tirar a motivação de um homem. Salomão diz que “há coisas misteriosas demais para mim… que não consigo entender: o caminho do homem com uma moça” (Pv.30.18-19). Há um grande perigo para a estrutura mental e emocional do ser humano quando esse perde o contato com o “mistério”. Se tudo for mecânico, caos e contas a pagar, não há sentido. O amor conjugal contém seu corte místico.

Se a Bíblia preocupa-se com uma instrução como essa, é porque casais que se amam podem perder o fluxo da alegria conjugal. Os casados precisam atender à necessidade  dos beijos, abraços e carinhos da intimidade para alcançarem essa alegria terrena exclusiva do casamento.

O HOMEM FAMINTO

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Paulo Zifum

Sacia-me, ó Deus!
Antes que eu devore a quem amo
de fome que tenho de mim

Sacia-me, ó Senhor!
Para que eu deite e durma
satisfeito de Ti

Sacia-me, ó Salvador!
E repartirei, então
Teu amor! Teu amor!

Sacia-me, amigo Espírito!
E eu voarei satisfeito
de feliz no teu vento

 

CULTO INFANTIL

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Paulo Zifum

O Culto a Deus na Igreja é uma unidade composta por diversas partes:

  • O Convite do Dirigente a adorar ao Deus Trino
  • A Leitura Bíblica
  • Oração de Confissão
  • A Execução de Cânticos e Hinos de Adoração
  • Oração Intercessória
  • Entrega das Ofertas
  • Preparo para Ouvir a Exposição das Escrituras
  • Pregação das Escrituras
  • A Ceia
  • Orientações para a Semana
  • Oração de Despedida
  • Cântico Final
  • Benção

Ao ordenar o Preparo para Ouvir a Exposição das Escrituras, o dirigente chama as crianças à frente. Esse preparo releva a sublimidade do momento de ouvir a Deus por meio da Bíblia.

As crianças de 0 à 7 anos são conduzidas para salas preparadas onde preletores as aguardam. Não há descontinuidade. Elas irão ouvir a Exposição das Escrituras. A condução desse período que tem didática específica para cada idade (ensino bíblico, cânticos infantis, atividades de reforço do ensino e oração), deve ser bem aproveitada. As crianças, ao saírem do auditório de adultos, demoram entre 10 a 15 minutos para “voltarem” à reverência do Culto. A interrupção que as crianças experimentam pode ser minimizada se a equipe responsável mantiver o espírito do Culto.

Não consideramos indicada a saída de crianças acima de 8 anos para o Culto Infantil. É melhor que sejam treinadas a ouvir o pastor.

O Culto Infantil não deve ser uma recreação, o que seria um desvio de propósito. A criança não deve ser privada de um tempo de oração, doce ministração e firme exortação da Palavra. Ela necessita do “genuíno leite espiritual” (1Pe.2.2).

Dois problemas que podem dificultar a continuidade do Culto:

  1. Equipe despreparada
  2. Crianças inseguras ou sem postura

Preparo da Equipe:
Os dirigentes/preletores que entendem o que é um Culto a Deus, sabem que a reverência é um dos requisitos básicos. Num passado recente os professores gozavam de plena liberdade para ensinar devido à reverência (silêncio e submissão).
Esse valor não pode ser negociado porque é inviável um Culto onde as pessoas não tem postura. Por isso, a equipe deve transmitir às crianças, com simpatia, sem animosidade,  o temor devido a Deus.

Postura da Criança
A insegurança nos impossibilita a concentração. A criança precisa ser treinada pelos pais ou adultos responsáveis a permanecer segura na ausência deles. Os pais ou adultos responsáveis tem o dever de ensinar os filhos  a identificar os ambientes que requerem deles reverência. A postura de submissão praticada por jovens e adultos no Culto pode ser reproduzida pelos pequenos. As crianças podem desfrutar do Culto Infantil se praticarem a mesma postura. É impossível conduzir crianças ao Culto se não souberem portar-se.

O RETORNO
Após a ministração, as crianças são reconduzidas ao auditório maior. E é nessa hora que  reforçamos a ideia de continuidade do Culto. Os pequenos ouvem:

“Agora meninos, vamos retornar calmamente para ficar ao lado dos adultos. O Culto continua e você de portar-se. Acompanhe a oração final e receba de coração a benção pastoral.”

CONCLUSÃO: A criança aprende o valor do Culto a Deus. Cabe aos pais e adultos responsáveis conduzir os pequeninos ao entendimento do Culto, que é racional e espiritual. Cabe à Igreja organizar equipes treinadas que auxiliem pais e responsáveis e ensinar as Escrituras.

O Culto Infantil expõe a Bíblia através da qual o Espírito Santo revela a pessoa de Jesus Cristo, podendo assim salvar a alma dos pequeninos.

COMPRAR A LIBERDADE

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Paulo Zifum

“o comandante ordenou que Paulo fosse levado à fortaleza e fosse açoitado e interrogado, para saber por que o povo gritava daquela forma contra ele.
Enquanto o amarravam a fim de açoitá-lo, Paulo disse ao centurião que ali estava: “Vocês têm o direito de açoitar um cidadão romano sem que ele tenha sido condenado? ”
Ao ouvir isso, o centurião foi prevenir o comandante: “Que vais fazer? Este homem é cidadão romano”. O comandante dirigiu-se a Paulo e perguntou: “Diga-me, você é cidadão romano? ” Ele respondeu: “Sim, sou”. Então o comandante disse: “Eu precisei pagar um elevado preço por minha cidadania”. Respondeu Paulo: “Eu a tenho por direito de nascimento”. Os que iam interrogá-lo retiraram-se imediatamente. O próprio comandante ficou alarmado, ao saber que havia prendido um cidadão romano.”
Atos 22:24-29

Se Liberdade fosse um país, quantos teriam sua cidadania?
Na época de Paulo, Roma dominava o mundo e, ter a cidadania romana era sinônimo de liberdade.

A expressão “comprar a liberdade” é aguçante!
Há um tipo de liberdade, possível de ser comprada com serviços, dinheiro, influência ou por força mesmo. Subornar os guardas para fugir da prisão dá uma certa liberdade, mas ser um fugitivo é complicado. Algumas pessoas anseiam para de fugir ou de fingir. Um empresário tomou a decisão de fechar a fábrica que o mantinha escravo com pesado fardo social, fiscal e físico. Ele disse: “comprei minha liberdade”.

Falta coragem para alguns largarem ambientes opressivos. Mudar de cidade pode ser um sonho, mas os fatores da família e das finanças podem prender. Os temores da fuga são comuns, porque fugir pode ser fácil, difícil é não olhar para trás.

Mas, a maioria das pessoas não conseguem escapar do poder de relacionamentos possessivos e abusivos. Muitos, se pudessem, comprariam, pelo preço que fosse, esse tipo de liberdade que não é econômica.

Há um tipo de liberdade que é a mais desejável que é a liberdade do ser. Essa é o sonho de todo aquele que pensa em termos mais profundos. Quem almeja a liberdade do ser, não se contenta em sair da cela para tomar banho de sol. Quer mais que uma saída monitorada.

Foi sobre isso que Jesus discursou em seu famoso debate em João 8:

“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. Eles lhe responderam: “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres? “Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. O escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho pertence a ela para sempre. Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.” Jo. 8:32-36

Note a expressão “livres de fato”.
Segundo Jesus, todo ser humano nasce escravo. Essa condição adâmica é explicada pelo apóstolo Paulo em seu tratado da Carta aos Romanos. Ali ele explica que não há liberdade de fato para os que nascem embaixo do pecado. A condição herdada de Adão é a inclinação para o pecado, a atração para o que mal. Podemos notar isso na vida da criança em seus pequenos atos rebeldes e os educadores concordam sobre o desafio de resistir e colocar limites para a natureza que não os quer.

Há uma certa liberdade conferida pela educação, por culturas mais desenvolvidas. Existem pessoas livres da praga do materialismo, da tecnologia, da sofisticação e das vaidades, mas essa liberdade não é “de fato”. O pecado sempre acha um caminho de prender-nos. Quem é tão cauteloso a ponto de não dar sequer uma olhada para o belo proibido?

O pecado é um navio-prisão no qual nascem todos os seres humanos. Podemos sentir a brisa no rosto e notar o movimento progressivo da vida, mas quem pode sair?

Jesus afirmou que somente ele pode libertar o ser humano de modo real. Essa liberdade do ser, só ele pode conceder. E como? Por meio da verdade. E Pilatos perguntou a Jesus: “Quid es veritas?” (o que é a verdade? -Jo.18.38). João, em seu Evangelho trabalha o tema desde o início dizendo que Jesus é o Verbo (cap.1) e a própria Verdade (cap.14). Ele é o único capaz de conceder aos homens a saída da caverna de Platão.

Jesus comprou nossa liberdade morrendo por nós na Cruz. Por isso ele disse: “se o Filho libertar”, não o dinheiro ou força humana alguma, mas Ele com seu perdão adquirido de modo legítimo.

BEM MAIOR

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Paulo Zifum

Era uma vez um lar em apuros. Todos andavam tensos devido à escassez financeira. Não havia brigas feias, mas constantes rusgas. A filha adolescente chorava por causa de acnes em seu rosto. A esposa estava muito abatida por causa da casa faltando móveis e precisando urgente de reforma. O marido estava com saúde muito debilitada e a fábrica estava quase o mandando embora. Todos pareciam frustrados.

Certo dia foram surpreendidos. A campainha tocou e Pedro de 6 anos foi atender. Abriu e porta, olhou para os três visitantes e disparou correndo para dentro numa euforia inexplicável:

-Mãe, pai, corram aqui! Temos visitas!
-Quem é Pedro?
-Não sei, mas são muito elegantes!

Com o alarde do que pequeno, todos foram até a porta da sala. Ficaram também admirados com a beleza dos visitantes, e tanto, que sem perguntarem do que se tratava pediram que entrassem em meio às desculpas da casa humilde.

Um dos visitantes, o que estava de terno e sapatos brilhantes, estendeu a mão pedindo pausa:

-Prazer Sr. Pedro, Sra. Vanda, Srta. Helena e você pequeno Pedro. Deixe-me nos apresentar. Eu sou o Amor e essas são minhas amigas Fortuna e Saúde. Viemos aqui para lhes oferecer nossos presentes.

A mãe juntou as mãos, com os olhos brilhando e cheia de fé, disse:

-Por favor! Insisto que entrem e lhes servirei um chá à altura da dignidade de vocês.

O marido arregalou os olhos admirado com o tom e nível de fineza da esposa. A menina ainda estava desconfiada, mas Pedro já segurava a mão do distinto visitante que, interrompeu o convite:

-Não podemos nós três. Vocês precisam escolher um de nós para entrar e assim receber a benção escolhida.

-Isso não é justo! -resmungou baixinho Helena, já acreditando naquele ambiente mágico.

O pai, prudentemente, pediu aos visitantes que esperassem um pouco, e reuniu a família na cozinha. E nem perceberam o tanto de tempo que ficaram lá a discutir o assunto.

-Vamos pedir que a Fortuna entre -Disse o pai.
-Não! Vamos pedir que Saúde entre! -retrucou a mãe.
-Papai está certo, mãe! Com dinheiro a gente cuida até da saúde. -disse timidamente a adolescente.
– Mas, e o Amor? -perguntou a mãe.
-Querida. O que ele poderia nos dar agora?

Enquanto discutiam, não perceberam que Pedrinho já tinha se antecipado. Foi tão rápido que não deu tempo de correr e raptar o menino.

-Amor! Já decidimos! Queremos você! -disse a criança com ternura.

O pai tentou disfarçar o gesto de impedir o danado do menino, mas, já era tarde. O Amor entrava pela sala aos tropicões, arrastado pelo determinado anfitrião.

Sentados todos na pequena sala, a família em silêncio, esperando sabem lá o quê, olhavam para o Amor que se recompunha alinhando seu terno. Após isso, disse:

-Obrigado por me escolherem! -falou em tom sereno, e, logo em seguido bateu palmas.

Para surpresa da família, entraram na sala a Fortuna e a Saúde.

-Mas, mas, mas… você não disse que só poderiam entrar apenas um? -perguntou o pai.

A Fortuna bela e perfumada riu. Mas, foi a Saúde que explicou:

-Eu e a Fortuna estamos sempre entrando sozinhas, mas o Amor… ah! o Amor! Esse nobre cavalheiro só anda acompanhado! Fizeram a melhor escolha!

 

 

SÍNDROME DO CARA LEGAL

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Paulo Zifum

Douglas Wilson, no livro Reformando o casamento, trata de um assunto singular: Por que boas esposas se sentem infelizes com seu marido simpático?

“A ironia é que tais eunucos espirituais são quase sempre sujeitos legais. E porque os sintomas dessa negligência espiritual normalmente aparecem na esposa, o mundo que os assiste geralmente se espanta: “o que aconteceu com ela?” Como consequência, ela sente-se ainda mais frustrada e ressentida… e confusa por isso. Há inúmeros homens cristãos legais cujas esposas estão neste estado de contínua frustração. E quanto mais frustrada a esposa fica, mais simpático o esposo tenta ser. Infelizmente, essa simpatia não é bondade bíblica. Não é o amor… é abandonar, abdicar de seu papel. Com o passar do tempo, a situação passa a ficar difícil, mesmo para ele, de modo que se descontrola com a frustração dela. Mas, ele sabe que aquilo está errado, e por isso pede desculpas, e retorna ao velho padrão de negligência para com a esposa, ao invés de amá-la por meio da liderança” pg.82.

*Foto: O filme Aloha fala desse cara.