EU QUERO É FAMA!

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Paulo Zifum

A maioria das pessoas que alcançaram a fama, a princípio, não pensavam nela. Dificilmente alguém declara amor direto. Os desejos são nossas roupas de baixo, e quem se descuida acaba usando em público, em conversas ou atitudes nada discretas.

Desejar fama é instintivo em nós. Querer reconhecimento cria a competição pelo elogio e nos faz vulneráveis à opinião dos outros. E quem é que não liga para a crítica? Quem não fica modificado com um louvor?

Satanás, depois de observar a Jesus por 30 anos, depois de espera-lo abandonar o anonimato da carpintaria de Nazaré, investiu sua clássica tentação: fama e poder (Mt.4). Acostumado a seduzir a todos os homens, ficou muito decepcionado, pois Jesus rejeitou a oferta de modo sério e resolvido. Foi um “não” poderoso.

Infelizmente, a maioria de nós, aceita viver em função da fama, seja por um reino pequeno de papelão ou por segundos da bolha de sabão.  A inveja microscópica está lá, mexendo dentro de nós quando alguém tem bens mais confortáveis ou talentos mais excelentes.

Eu? Não tenho esses problemas. Só estou escrevendo sobre. Para dizer a verdade, sinto um pouco quando leio C. S Lewis. Sinceramente morro de inveja. Eu queria ter escrito aquele livro simples e famoso.

Nesse naufrágio, agarro as palavras de Spurgeon: “pois qual a vantagem se meu nome estivesse em milhares bocas, se Deus o vomitasse da sua? Que importa, se meu nome estivesse escrito no mármore, se não estivesse escrito no Livro da Vida do Cordeiro?”

Coloco-me aos pés da Cruz para confessar que vergonhosamente busquei a fama. Ponho-me em pé diante do demônio e da mídia e repito: “só ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto”. Sinto-me vitorioso em Cristo Jesus.

 

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SOLIDÃO

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Paulo Zifum

Me sinto só. Sozinho. E a solidão é um sentimento sem teoria. Às vezes, é tão boa que não se explica. Mas, tem noite que eu choro e penso no primeiro homem expulso do Éden. Tem hora que conversar não resolve.

Solidão é uma imensidão como o céu e o mar. Basta uma estrelinha para valorizar ou o salto de um Marlim para nos alegrar. Faz toda a diferença uma simples palavra gentil ou o abraço de um amigo. Surge aquela alegria rara, porém, a solidão sempre está lá. Ora atroadora, ora serena feito um cicio divino.

Me sinto assim, vez por outra, às vezes sozinho e feliz, às vezes triste e só. Quem entende os solitários pode ser solidário.

RESPEITO COMO BASE DO CASAMENTO

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Paulo Zifum

Casais que se respeitam consideram a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade do outro como direitos que devem ser preservados. Mas, infelizmente, muitos delitos são cometidos entre marido e esposa, sendo comum que um dos cônjuges seja privado em sua qualidade de vida. Todos falham e alguns abusam.

Para encontrar a base segura para o respeito conjugal, negamos qualquer tipo de machismo e também rejeitamos o discurso sofismático do feminismo. A base está no centro, não nos extremos. E esse centro seguro é a Bíblia. Veja e comprove:

A Criação: O Universo foi formado no conceito de ordem, ou seja, respeito. Cada coisa tem seu lugar protegido por leis e regras. Essa ordem revela o caráter do Criador. Ao lermos Gênesis 1 podemos confirmar que Deus fez o mundo de modo que as esferas de existência sejam respeitadas e que limites sejam observados. O Salmo 19.1-3 descreve bem essa harmonia e beleza.

Adão e Eva: Quando Deus cria a ser humano, faz homem e mulher. Gênesis nos dá os detalhes dessa criação dizendo que a ideia divina sempre foi criar unidade na diversidade de modo que o casal (macho e fêmea) pudessem refletir a ordem. a harmonia e o respeito que o Criador imprimira em toda sua criação. O homem seria aquele que manteria essa ordem. Adão e Eva, diferentes mas unidos, sem conflitos e sem disputas, iriam governar o mundo.

Imago Dei: O fato do ser humano ser criado à imagem e semelhança de Deus lhe empresta dignidade intrínseca. Essa é a base do respeito. Devemos respeitar a pessoa humana não pelo seu desempenho quanto à honra das leis básicas, mas por carregar o selo de imagem e semelhança de Deus. E mesmo que essa imagem esteja profundamente danificada, não muda  fato de ser uma “propriedade divina”. Se um ser humano deve ser punido por seus crimes, que o seja preservando sua dignidade. O valor de uma vida humana está em sua origem. Quando os homens negam que foram criados por Deus reduzem a dignidade da raça aos valores definidos pela própria criatura, que é infinitamente  menor que o conceito da Imago Dei (Gn.1.26).

A partir da Imago Dei, o casamento constrói a relação conjugal com base na grandeza e preciosidade do outro, independente de seu desempenho. Quando um marido está diante de sua esposa, está diante de Deus que a criou. Quando uma esposa está diante de seu marido está diante de Deus que  criou. O respeito deve estar baseado nessa noção.

Mas…

Segundo Gênesis 3 ocorreu um dano profundo causado pelo pecado. Esse dano provocou um estranhamento entre o homem e a mulher, deflagrando um desrespeito histórico de tratos rudes, abusos e manipulações. A Bíblia conta o que Adão fez com sua esposa ao acusá-la e, depois, diversas vezes seguidas, as mulheres foram maltratadas.

Depois da queda tanto homens quanto mulheres perderam o senso de respeito. E quando um casal perde essa direção, a cadeia de relacionamentos derivada da relação conjugal entra em colapso. Gênesis 4 mostra que Caim mata seu irmão Abel, indicando que a falta de respeito pela Imago Dei põe em risco os valores. Lameque, neto de Caim, matava por qualquer coisa.

Desprezo, provocação, negação de direitos e palavras destrutivas estão presentes na vida conjugal de milhares de casais. Alguns nunca foram instruídos em valores judaico-cristãos para discernirem o que fazem.

Jesus Cristo ensinou sobre a dignidade humana em vários momentos belos. Um dos mais emblemáticos foi quando uma esposa foi flagrada na cama com um homem que não era seu esposo. Prestes a ser executada, Jesus a salva apelando para a consciência dos algozes (Jo.8). Ele, depois de livrá-la da morte, disse com amor: “eu não te condeno, vai e não faça isso de novo”. A “misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2.13) e Jesus interpreta que apenas o amor pode resgatar, a lei só condenar.

Pense nessas coisas. Ouça sua esposa com carinho. Atenda seu esposo com respeito. Se seu cônjuge o ofendeu, faltou com respeito, não seja você que irá destruir o que sobrou da Imago Dei. Proteja a dignidade do seu casamento diante de Deus, de seus filhos e da sociedade.

O respeito é uma das faces do amor ao próximo e sustenta o casamento mesmo quando pecado e a ofensa quiserem colocar tudo a perder.

JABEZ PARA TODOS

Sem título

Paulo Zifum

“E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos… Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.” 1 Crônicas 4:9,10

 

A menção de Jabez é discreta e parece solta no texto de 1 Crônicas 4, mas, como todos já sabem, tornou-se famosa. E por quê? Pelo menos por 3 motivos básicos:

1º porque é um pedido de benção dirigido ao Deus de Israel, 2º porque é coerente ao solicitar ampliação de recursos para o trabalho e 3º porque suplica pela cobertura de seguro (orientação divina constante e livramento do mal).

É uma oração reverente, dirigida nos termos corretos, abrangente e mostra um compromisso da aliança com Deus. E foi atendida porque “pediu bem”, em contraste com o “pedido ruim” descrito em Tiago 4.3.

Qual a idade de Jabez? Era casado ou solteiro? Tinha filhos? Imagine se ele fosse…

Criança: “Senhor Deus, criador do céu e da terra, te peço que abençoe a mim e a minha família, dê recurso para que meus pais possam me educar muito bem, que eu cresça e me torne um adulto abençoado e cheio de fé. Em nome de Jesus. Amém“.

Jovem: “Senhor Deus, criador e sustentador de todas as coisas, te peço que me dê sabedoria para desenvolver minha vida profissional e eu tenha condições de realizar muito mais , e suplico que me livre das paixões da juventude, me dando fé e firmeza. Em nome de Jesus. Amém“.

Solteiro: Senhor Deus, consagro a ti minha vida e meus dias. Peço que envie a mim os teus recursos e eu realize obras maiores de modo que possa abençoar a muitos e que minha prosperidade não seja um laço para mim, mas eu te glorifique por toda a minha vida. Em nome de Jesus. Amém“.

Idosos: Senhor Deus, continue me abençoando, renova minha forças e me conceda recursos para realizar sonhos que ainda tenho, fortaleça minha saúde, livra-me do desânimo e usa-me em tuas mãos. Em nome de Jesus. Amém“.

Casado: Senhor Deus, peço que me abençoe, amplie as condições para que meu trabalho seja mais produtivo pois quero realizar sonhos. Não me deixe cair em tentação, livra-me do mal e que haja paz em meu lar. Em nome de Jesus. Amém“.

Casado com filhos: Senhor Deus, entrego  meus filhos em tuas mãos. Te peço que faça prosperar minha tarefa de educar-los. Dê a eles o temor a ti e a inteligência para viverem uma vida abençoada. Mande teus recursos para que eles tenham ampla condição de serem tudo o que o Senhor planejou para eles. Guarda-os dos laços do maligno, porque, Senhor Deus, se eles forem prósperos e felizes, eu serei também. Em nome de Jesus. Amém“.

Enquanto vivermos nesse mundo enfrentaremos limitações de recursos em nós e ao redor. Devemos pedir ao Pai celeste que nos ajude a ir além. E nunca esquecer de pedir a proteção dos males invisíveis que nos cercam.

Jabez para todos: Jabez se sobressaiu porque acreditava mais que a benção é a primeira coisa que um filho deve pedir. A educação no trato com os pais é uma nobreza. E a benção é seguida de permissão e apoio. Quando pedimos a benção, pedimos que a autoridade imponha a mão e participe do sonho, do projeto, da ideia, da saída ou da permanência Êxodo 33:15,16. Jabez sabia que alguns irmãos partiam sozinhos para seus empreendimentos. Isso ele não queria. E, além de todo respeito da oração, Jabez era mais ilustre e nobre por pedir recurso para trabalhar e não riqueza para descansar.

A oração de Jabez é submissa, é uma prova de dependência de Deus. O Senhor se agrada dessa postura.

APARÊNCIAS ENGANAM

A Sikkimese woman carrying a British man on her back, West Bengal, India, circa 1900. Historical Pics.

Paulo Zifum

Mulher nativa carrega inglês nas costas, West Bengal, India, 1900.

Alternativa:

A: Ela é enfermeira e ele está à beira da morte

B: Ele é aleijado e a pagou para transportá-lo

C: Ele é um político-gafanhoto-colonizador

Tem hora que a verdade é muito aparente. O político-gafanhoto-colonizador  entra num país para exaurir os recursos por onde passa. Ele pode até pagar uma “taxa de exploração” e manter as aparências por meio de programas sociais, mas, no fundo do pântano capitalista, ele é um espírito que consome tudo e deixa quase nada.

A imagem acima pode ser interpretada e aplicada ao capitalismo-gafanhoto, seja político ou religioso, seja em nome do partido, da empresa ou da “igreja”.  No caso da Índia, Ghandi lutou para espantar o gafanhoto britânico. Aqui no Brasil quem poderá nos ajudar?

Senhor! Nossa aparência não engana! O mundo todo sabe o que se passa aqui em nosso país. Levanta-nos juízes como fizeste nos tempos de Gideão!

QUANDO O AUTOR SOBE NO PALCO

Paulo Zifum

Quando o autor sobe ao palco, é porque a peça já terminou” CS Lewis

Lewis é como uma mina de pedras preciosas. Às vezes é só pedra e barro, o que faz parte da fonte humana, porém, quem garimpa em Lewis acha tesouros para si que elevam a existência. Ele é inspirador!

A frase acima encontra-se na obra Cristianismo Puro e Simples e refere-se ao fim do mundo. Eu li essa frase e fiquei pensando. Junte-se a mim!

ler mais:

https://meraverdade.wordpress.com/2010/01/14/frases-do-c-s-lewis/

 

CORAM DEO

CORAM DEO

Paulo Zifum

“Para onde poderia fugir da Tua presença?” Salmo 139.7

A consciência de que Deus existe é comum, mas o sentimento descrito no Salmo 139 é para poucos. O autor vai além das ideias religiosas de um ente divino no céu. Parece que ele perde o fôlego várias vezes ao descrever quem é Deus: “é maravilhoso demais para mim” (v.6).

Este salmo é perfeito para explicar a expressão “nele nos movemos e existimos” dirigida aos gregos (At.17.28). O texto diz que o homem não pode rodear a Deus tentando estudá-lo, mas nEle, tenta se achar. Tudo é Coram Deo para o salmista.

É assim que a Bíblia explica: “…pensamentos e intenções do coração,.. nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hb.4.12-13).

Lutero usou a expressão Coram Deo para afirmar isso e Calvino disse que todos temos negotium cum Deo. Essas ideias podem parecer absurdas para os ateus, porém, quem pode negar que tudo o que temos nos foi doado? A ideia de um criador nos observando é desconfortável para o pequenino terráqueo.

Entretanto, para os cristãos, é belo e pleno de sentido, jamais invasivo ou opressor. Salvo experiências como a do profeta Isaías, que, ao ver o Criador mais de perto, percebeu não estar pronto para um acerto de contas (Is.6). É um desespero comum deparar-se com aquele que sabe todos os segredos!

Por isso, “fugir da face” é algo tão inconsciente e recorrente em nós, que, desde crianças procuramos esconder nossas “artes”. Com a boca lambuzada de chocolate negamos que comemos. Deus, em algum momento, deve rir.

Tudo está evidente para Ele. Ninguém vive sem ter “negócios” com Ele. A Ele devemos tudo, desde nossos talentos até os filhos que temos. Cientistas ateus recebem recursos de Deus para suas pesquisas. Os gênios nascem gênios e é constrangedor pensar que Stephen Hawking foi financiado por Deus! E quando esse cientista famoso disse: “Não há Deus nenhum” ele o fez Coram Deo. 

Explode a pergunta do salmista: “para onde fugirei da Tua face?”