AUTO GOVERNO

Paulo Zifum

           Exceto Jesus Cristo, todos os homens desde Adão caíram e caem no auto-governo. A vontade humana é rebelde e não combina com a vontade de Deus. A oração do Pai Nosso clama: “seja feita a Tua vontade”, mas a carne grita: “primeiro a minha”. A qualidade de uma Igreja é determinada pelo tanto que Deus governa a vida dos cristãos. O auto-governo deve limitar-se à escolhas amorais, todos os outros assuntos da vontade precisam de governo-do- Alto. Se um cristão deseja crescer, aproximar-se de Deus, restaurar relacionamentos e ter uma vida eficaz, deve deixar, dia a dia o pecado do auto-governo. Quando isso ocorre, todos ao redor percebem o efeito da conversão pela mansidão de uma vida obediente. 

           Não devemos confundir auto-governo com auto-controle. Este último é uma virtude, enquanto o primeiro é indomável. O auto-controle vence o pecado. O auto-governo precipita a romper com Deus e com as autoridades, afetando a educação, a política, o eco-sistema, o casamento e todo trabalho em equipe. O auto-governo é o manifesto do egoísmo, onde o mandatário faz o que quer, usa regras arbitrárias e se auto-legisla. Alguns disfarçam, mas no fundo, o que querem mesmo é o trono. A manipulação do auto-governo é evidente tanto na criança quanto no adulto, e é a causa de muita tristeza no mundo. O cristão sincero, contra sua vontade de se auto-governar, diz: “venha a nós o teu Reino”. E quanto mais Ele reina em um cristão, mais esperança há para o mundo sem Deus. 

SUBMISSÃO CURA

Paulo Zifum

Submissão cura. E muita enfermidade pode ser tratada por meio da rendição à autoridade. A Bíblia diz: “todo o homem esteja sujeito às autoridades superiores. Pois não há autoridade que não venha de Deus e as que há, têm sido ordenadas por Deus” (Rm.13.1); e ainda: “todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tiago.1:19.).  Uma das maneiras de se obter cura por meio da submissão é a confissão, pois a Escritura diz: “Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados” (Tg.5.16).

Ora, o que é a confissão senão um ato de submissão, um sinal de que o rebelde desiste de viver segundo sua obstinação. Existem enfermidades que podem ser tratadas pela “terapia da Cruz”. O Evangelho (do termo grego ευαγγελιου significa boa notícia) trazmensagem singular de salvação oferecendo a anistia aos rebeldes por meio da morte de Jesus Cristo.

Quando pecadores confessam seus pecados e se rendem ao senhorio de Cristo, recebem curas na alma e no corpo. Paulo diz que “todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo” (1Co.6.18). O que nos faz notar que alguns pecados afetam diretamente o corpo e não temos ideia sobre a extensão disso.

Paulo ainda alerta: “não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos;…não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça; …ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a ele, como instrumentos de justiça (Rm.6). Nosso corpo é punido por nossos atos rebeldes e será curado por atos de submissão a Deus. Porém, nem toda enfermidade será removida com obediência e confissão, pois algumas moléstias podem ter um propósito redentor (2Co.12.7).

Quando nos submetemos a Deus somos curados e nosso corpo todo sente os efeitos da obediência às autoridades (pais, líderes, leis, orientações médicas, conselhos). Experimente!

FRAGMENTO DA KENOSIS

Paulo Zifum 

Tesouro 
Em vaso de barro
Batismo com Espírito
Deo in vobis
Riqueza
Em vaso de Barro
Divino escondido
Iesus in vobis
E o vaso reverente
Diz: Retira-te de mim
Ó Pura Aurum
E o Espírito clemente
Diz: Deus quis assim
Sola Deo Glória

Deo/Iesus in vobis: Deus em você /                       Pura Aurum: Puro Ouro

O CASAMENTO DEPOIS DE UM TEMPO

Paulo Zifum

          Segundo Modestino (jurista grego pós-clássico), o casamento é uma “coniunctio maris et feminae, consortium omnis vitae, divini et humani iuris communicatio (união de macho e fêmea, uma ação de toda a vida, a comunicação do direito divino e humano). A expressão consórcio é adequada para o casamento pois define a animada associação para realizar uma ação por meio da partilha de recursos com o propósito de atingir um objetivo comum. O problema é que com o tempo, alguns casamentos perdem a aura “animada” por causa da disparidade de esforços e a mudança de objetivos.

Existem consórcios ruins que já começam desonestos, porém, a maioria são feitos com a sincera vontade de buscar o bem comum. A pergunta útil é: Por que os casais comuns* depois de um tempo começam a desconfiar de que não estão sendo favorecidos? Existem três motivos naturais: 1-A falta de ajuste ao crescimento da relação. 2-A falta de revisão dos acordos infantis. 3-A falta de releitura do ambiente.

Os motivos naturais: a roupa usada aos 10 anos não cabe no corpo de 15. O vinho novo fermenta e pressiona o recipiente. A árvore quebra os tutores tão úteis. E os lugares por vezes obrigam as aves a migrarem, porque o inverno pode tornar o ambiente perigoso para seres frágeis. Mudança e adaptação são difíceis de assimilar, principalmente em consórcio quando apenas uma parte quer mudar. O preço parece alto demais e o cônjuge começa a achar que está saindo no prejuízo.

Um casamento que não providencia “roupas maiores” que ofereçam mais mobilidade e conforto, pode ficar preso e retardar o crescimento. Se o casal não sentar para revisar e refazer o “consórcio”, pode ser condenado a enfrentar, por anos, brigas sobre a posse da razão. Casais assim são como crianças, precisam de tribunal adulto para conciliá-los. Além das limitações causadas pela falta de maturidade, temos a questão do ambiente. Muitos casais não se dão conta de que entraram em “regiões perigosas” ou “estações severas”. Ignorar a força externa é um erro. Nem todos os empregos são bons para o casal, nem todos os bairros são favoráveis para a família, nem toda a amizade é inocente. Alguns sonhos, metas podem ser adiados e uma saída estratégica pode salvar o casamento. 

A solução? Além do amor não há outro modo de proteger este consórcio. Só o amor fará concessões e ajustes. Só o amor pode levar o casal até o fim do consórcio cujo objetivo é viver uma linda amizade e deixar após si um mundo melhor. Se traduzir AMOR para JESUS (Deus é Amor, Jesus é Deus, logo…). Todo casamento precisa de Jesus. É Jesus que muda as noções de ganho e de perda, dando ao casal inteligência espiritual para crescer. Os que acreditam assim, convidam a Jesus Cristo para mediar a relação e guiar o casamento para que chegue a seu propósito desejado. 

*CASAIS COMUNS compõem (suposição) 84% dos casamentos. 14% são casamentos ruins que sabotam a humanidade. Os outros 2% são casais especiais que vivem cada etapa, conversam, revisam, migram e aprofundam suas raízes numa relação de respeito constante e crescente mantendo a paixão até o fim da vida. Os casais comuns formam o grupo de bons casamentos que tem possibilidades de viver bem se crucificarem o ego, evitando assim a “bolha da auto-gratificação”. Um casamento comum, sem a mediação de Jesus, pode  piorar muito com o passar do tempo.

O QUE É PARCIMÔNIA

BLOG

Paulo Zifum

Parcimônia  é um conceito de frugalidade, economia ou precaução ao chegar a uma hipótese ou curso de ação. Seu significado pode ser traduzido por “menos é melhor”. Trata-se de um princípio geral que tem aplicações desde a ciência até a filosofia e em todos os campos relacionados a elas. (Wikipédia)

Nada contra o lazer e os pequenos excessos. A vida não pode ser justificada pela objetividade e produção sem trégua. Precisamos jogar conversa fora e gastar tempo com bobagens para arejar. O problema é quando uma pessoa só faz bobagem e a vida escapa desperdiçada.  Não há dúvida de que precisamos mais de regras que de exceções.

Parcimônia. Não posso explicar muito, mas você pode imaginar e aplicar essa ideia em sua vida. Pode não sobrar dinheiro, mas é possível realizar muito mais ou, no mínimo, viver de modo eficaz. A maioria parece que não gasta muito, mas gasta mal seus recursos, palavras e tempo. Jesus aplicava a parcimônia em discursos, respostas, planejamento do tempo e na escolha de relacionamentos. E nós? Somos pródigos! Razão do porquê os fóruns intelectuais ao redor do mundo precisam puxar os cabelos para salvar a humanidade de seu comportamento desregrado.

Junte suas contas, some e faça uma avaliação dos gastos. Liste suas relações e verifique o propósito delas. Analise o que faz com seu tempo e note quantos livros conseguiu ler nos últimos meses. Aplique a parcimônia. É um convite para viver com propósito. 

A FÉ É PARA CEGOS

Paulo Zifum

Nascemos espiritualmente cegos. Poucos nascem com alguma visão (como João Batista no ventre de sua mãe- Lc.1.41). A maioria dos homens é incapaz de perceber a realidade além da matéria. Antes de continuar este tema, é importante esclarecer que a cegueira espiritual referida é aquela que impede o ser humano de “ver” o mundo de Deus como ele é. Essa incapacidade de perceber Deus e seu caráter, também impede a pessoa desejar o governo de Deus. Uma pessoa pode ver o céu, o mar e a terra mas não amar seu criador por não vê-lo, uma pessoa pode ver um outro ser humano e não ser capaz de ver nele a imagem de Deus. Jesus cita Isaías: “Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados” (Is.6.9-10). Há uma realidade transcendente que os olhos de nosso corpo não pode captar, como conta 2Rs.6.17 no episódio de Eliseu. A visão espiritual deveria ser natural para o ser humano, porém após a queda ficamos danificados, deficientes. Cegos. Essa é condição humana. Todo aprendizado foi adaptado para essa condição. A cegueira física é atenuada pelo fato de ser auxiliada por uma maioria que enxerga, porém a espiritual é crítica porque a maioria é cega, tendo uns poucos que enxergam. E a multidão de cegos acredita não ter deficiência, julgando os que dizem poder ver como religiosos que deliram. Nesse contexto Deus escolhe alguns para revelar seu mundo, dando-lhes a fé. A fé em Jesus é a cura e a Bíblia é a janela para o mundo de Deus. Poucos podem dizer “eu era cego e agora vejo”. Felizes os que viveram a experiência onde “olhos foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles. Perguntaram-se um ao outro: “Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras? “Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras. (Lc.24.31,32 e 45). Eu ouço Jesus a me perguntar: “o que você quer que eu te faça?” (Mc.10.51-52). Respondo a ele: “eu quero ver”! O milagre da fé surge de ouvir a Palavra de Deus. O cego ouve, a fé surge em seu coração e cura sua visão.

BABELNET – A TORRE

babel

Paulo Zifum

         A palavra semítica  בבל significa confusão. Surgiu da experiência narrada em Gênesis 11. Hoje, a internet reproduz o projeto humano de construir uma Torre de informação. A informação no mundo globalizado é uma moeda de poder incalculável. Com um simples clique a Google dá acesso à Torre virtual onde a humanidade torna célebre seu nome. O projeto audacioso de concentrar todos os dados num único lugar não é original, mas a internet é sem precedente. Somos arrastados por essa onda global de vantagens. A geração que resiste a informática já está quase extinta. Ninguém hoje escapa de trabalhar na Torre. Estou, nesse exato momento, fazendo isso. Somos cooptados.