O AMOR VENCE O PT

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Paulo Zifum

Defina amor.

Deus é Amor

O comportamento equilibrado descrito em 1 Coríntios 13 é muito diferente do ativismo dos evangélicos do Coração 13. O amor que vence o ódio exorta sem parcialidade, mas os evangélicos petistas nada falaram contra a base do Haddad.

Bolsonaro precisou e vai necessitar de muita exortação, mas Ariovaldo Ramos subiu no palanque de Lula e não exortou o PT. Foi menos profeta que Cid Gomes e Mano Brown. Lula não precisa de reprimenda porque fez muito pelo país? Bolsonaro deve ser rejeitado sem sequer uma intercessão?

O amor que vence o ódio não se conduz com parcialidade. O profeta que ama, resiste o discurso de ódio e muito mais condena a mentira e o roubo. Porém, o amor seletivo dos homens não é coerente com a justiça. O segundo turno serviu revelar que a turma do “ele não” tem um compromisso fiduciário com o PT, independente do mal que tenham feito.

Se para ser presidente do Brasil fosse aplicado o exame de 1Coríntios13, Bolsonaro não passaria. Bolsonaro não é um cristão como foi Lutero, e se fosse, deveria ser exortado também porque Lutero exagerou e faltou com amor diversas situações e posições (principalmente no caso de apoiar o massacre dos camponoses). Sim, Bolsonaro não é perfeito. Mas, como cristãos podem aprovar Haddad sem examinar os crimes praticados pelo PT?

Não apenas votei em Bolsonaro, eu orei por ele todos os dias, pedindo a Deus que colocasse juízo naquela cabecinha. Bolsonaro pediu perdão em diversas entrevistas, mas a turma evangélica do “ele não” jamais lhe daria o perdão ou qualquer benefício da dúvida, dizendo: “ele ainda não é cristão, tem maldade em seu coração, é caído e precisa ser redimido”. Mas, para Haddad deram salvo conduto em nome do amor. Amor?

Creio no Deus da Bíblia. O Deus do antigo testamento é o mesmo do novo testamento que escolhe Jacó e Pedro, e também permite que Judas faça parte do grupo. Deus em sua soberania escolhe homens por aquilo que não são,  para manifestar sua graça e seu poder.

Porém, dizem que Bolsonaro não serve e é uma ameaça contra tudo que Cristo ensinou. O PT não. O PT em toda sua cartilha é cristão e tudo que fez representa o Sermão do Monte. Quando ouço evangélicos com um discurso de amor assim, eu procuro um canto solitário para chorar.

Estou persuadido de que o amor precisa vencer um grande doutrinamento de engano em nosso país. O ódio à verdade é um mal capital de Adão, que nega qualquer crime que tenha feito e dedica toda sua munição para se esconder no erro do outro.

Creio que o Amor vencerá o discurso de ódio em Bolsonaro, mas me alegro que já está vencendo o discurso dissimulado do PT e seus asseclas.

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FEITIÇARIA: O QUE VOCÊ FARIA?

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Paulo Zifum

Minha mãe contou-me uma história de arrepiar.

Há muito tempo atrás, meu avô Joaquim tinha um pequeno bar em Baguari, cercania de Governador Valadares. Certa vez, Joca precisou ausentar-se, pedindo que sua esposa Mariquinha, tomasse conta do boteco. E bar não era coisa decente para uma mulher ficar sozinha a cuidar, mas minha avó era mais temida nas redondezas que muito homem de bigode.

Nesse período, entrou um homem encorpado que logo pediu uma cachaça, tomando-a de uma vez, pedindo outra dose em seguida. E como o cliente estava disposto a tomar bastante, sabe-se Deus por qual motivo, Mariquinha ofereceu-lhe uma garrafa. E não demorou muito para o forasteiro ficar agradável e falante, mas sem incomodar a ninguém. Minha avó, tinha seus preconceitos com a cor da pele e nunca foi virtuosa na paciência.

O pobre homem parecia querer ir ao chão com tanta aguardente. Ao terminar a garrafa, pediu outra. Mariquinha, que recusava servir ao próprio marido quando não queria, pegou uma garrafa cheia, abriu e soltou um grito estridente: -Pega essa garrafa e some para o meio do inferno. Eu não suporto bêbado e esse cheiro de cachaça.

Depois do silêncio, daquele do tipo que nunca concerta nada, o homem levantou com dificuldade, tirou o dinheiro amassado do bolso, pagou e segurou a garrafa sem olhar para a mulherzinha azeda de um metro e meio. Foi saindo, resmungando coisas sem sentido, como se não tivesse ficado ofendido. Mas, quando chegou à porta, virou-se, aprumou o corpo, cruzou uma perna levantando-a como quem queria olhar para a sola do sapato. Olhou de modo sombrio para minha ave começou a derramar a cachaça no pé erguido. Enquanto fazia o gesto inusitado, disse: -Mariquinha! Essa você vai beber até morrer!

Minha avó não conhecia o homem. Ele subiu o morro cambaleando e num determinado local derramou o resto da bebida falando coisas estranhas. Era um feiticeiro.

Quando meu avô chegou, sua esposa estava totalmente bêbada e o bar inteiro quebrado. Daí em diante, o hálito de cachaça nunca se apartou de vida de minha avó.

Desesperado, Joca começou a procurar a quebra daquele feitiço. Ele era supersticioso e acreditava nos curandeiros e benzedeiros, mas não havia o serviço na região de Minas. Depois de alguns anos, resolveu levar minha avó para Nazaré das Farinhas na Bahia. Lá encontrou um bruxo que lhe explicou sobre aquele feitiço. Levou meu avô para um lugar junto a uma pedra e ali fez subir uma fumaça. Surgiu a aparição do homem que havia amaldiçoado minha avó. O bruxo deu a triste notícia de que o feitiço não poderia ser quebrado porque o mandingueiro havia morrido.

Dona Mariquinha bebeu até o fim de seus dias. E só não morreu afogada na bebida porque um de seus netos foi até ela e pregou o Evangelho de Cristo. Maria de Jesus não conhecia o Salvador, mas com auxílio amoroso de Luiz Leite conseguiu orar e quebrar, enfim, a cangalha daquela maldição.

 

VOCÊ GUARDA SEGREDOS?

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Paulo Zifum

Todos guardam segredos e, alguns os levam para a sepultura. Pensamentos e sentimentos, boas e más obras podem permanecer ocultos toda a vida.

Gente que levou vantagem indevida com bens, elogios e honras, um dia serão descobertos. Essa é a visão que a Bíblia nos oferece quando descreve o Juízo Final (Mt.25.31-33 e Ap.20.11-15). Todos crimes sem solução serão devidamente esclarecidos (Rm.2.16), desde uma pequena mentira até as maiores violências. Os pecados de alguns homens aparecem antes mesmo de serem julgados; os de outros são descobertos depois (1Tm.5.24).

Também algumas boas obras feitas em Deus (Ef.2.8-10) que ninguém reconheceu ou soube também serão reveladas e, em Cristo, serão recompensadas (Mt.16.27, Rm.2.6).

Agora, pode o cristão ter segredos que o condenam? Pode um filho de Deus se ver em apuros, sem conseguir contar a verdade? É possível desejar a luz, mas manter coisas ocultas por temor?

A resposta é: sim!

O tratamento de Deus ao disciplinar seus filhos inclui processos por vezes demorados de convencimento. O caráter respeitoso de Deus permite que Adão se esconda e negue (Gn.3), que Davi tente apagar vestígios do pecado (2Sm.11). Há um ritmo paciente e cuidadoso de Deus na vida de Jacó (capítulos 27 à 33 de Gênesis).

O Senhor, no momento certo chama a seus filhos para acertar as contas de modo a liberta-los das mentiras (Jo.8.32). Temos diversos relatos na Bíblia em que Deus revela as coisas escondidas para “apanhar a casa de Israel no seu coração” (Ez.14.5).

Embora o Espírito haja de modo eficaz, não opera de uma só vez. Isaías viveu anos como profeta antes de tomar um choque de realidade (Is.6). Existem coisas que não sabemos sobre nós mesmos (Sl.19.12). Deus administra a progressão da revelação e conduz a seus filhos para que cheguem ao “conhecimento pleno da verdade” (1Tm.2.4) sobre nós, principalmente.

Assim, os que são chamados pela graça de Deus em Cristo, sentem o desconforto de seus pecados em segredo e reconhecem que “este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más” (Jo.3.19). “Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus” (Jo.3.19-21).

Meus segredos estão diante de mim. Meus pecados coloco diante de Deus. Ele me julga e providenciará um tribunal onde eu possa tratar as coisas ocultas e vergonhosas que rejeito (2Co.4.2). Aproximo-me da luz em gemido “ai de mim”. Por sua graça, creio que serei, pelos méritos de Cristo, absolvido, senão nesta vida, na vindoura.

Coram Deo

VÍSCERAS EXPOSTAS

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Paulo Zifum

Dia 05 de outubro já sabia que Deus permitiria o segundo turno das eleições, mesmo podendo resolver no primeiro. Ele move situações para que coisas ocultas sejam reveladas e os homens sejam obrigados a olhar mais perto para seus desejos e vontades.

Deus não vê partidos de esquerda e direita, ele julga as pessoas e suas motivações. Ele não vê como vê o homem cuja visão humana limita-se ao exterior. A mídia está cheia de julgamentos com quilômetros de discursos, porém com menos de cinco centímetros de profundidade. O homem se acha esperto e certo, mas o Senhor pesa o espírito e vê o quanto lhe falta de verdade e retidão, por isso providencia um espelho para que se olhe. E, mesmo assim, não consegue ver, tornando-se apenas indesculpável. O poder expõe os homens. Todos, sem exceção.

Os idólatras da esquerda e do PT serão julgados agora. Mas, Deus concede à onda da direita uma chance de recomeçar e acertar. Enquanto isso, vozes que gritam “ele não” tentam esconder as vísceras da esquerda, numa operação sem um pingo de perícia. É um show de horror e negação do estado crítico da corrupção.

O Brasil cristão se une para pedir por Bolsonaro, para que ele sobreviva ao jogo de poder e escape da idolatria que persegue a história humana desde o Éden. Há esperança!

“Tenham cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados” (Lc.12.1-3)

“Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” (Dn.2.2)

*Foto: Um homem comum, seu voto e um gesto de aparente poder

AMOR PELOS ANIMAIS

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Paulo Zifum

Amar os animais é uma das marcas do homem bom, diz Provérbios 12.10. Mas os efeitos do pecado da vaidade, da maldade e da avareza (Rm.8.20-22) trouxeram sofrimento para toda a criação. Um animal pode ser idolatrado e posto acima do que é devido. Pode também ser maltratado e reduzido (condenado) a ser sempre um meio e nunca um fim.

Deus criou os animais para serem nossa alegria visual e afetiva. Eles também foram feitos para nos servir, mas não apenas para servir. O amor de Deus contempla os bichos, como podemos notar na seguinte sentença:

“Mas Deus disse a Jonas: “Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta? ” Respondeu ele: “Sim, tenho! E estou furioso a ponto de querer morrer”. Mas o Senhor lhe disse: “Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu. Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos animais? ” (Jonas 4.9-11)

Note a expressão “animais” no final. Por que Deus faria essa nota no argumento de sua compaixão? Obviamente porque  os bichos não são apenas “coisas que se mexem”, eles são seres preciosos cujo fôlego de vida os aproxima da vida humana.

Deus ama os bichos e se lembra deles. Os cristãos devem reproduzir a mesma compaixão, mantendo, é claro, a vida humana acima da vida animal. Lembrando que ser humano inclui amar os bichos e a falta de cuidado com os animais é um sinal que a humanidade foi perdida em parte.

 

VOCÊ DEIXA OS OUTROS CANSADOS?

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Paulo Zifum

Nossos defeitos custam para quem convive conosco. Eu sou uma pessoa difícil. Quem convive comigo, fica cansado. E, só o amor faz com que pessoas de temperamento bronco, controladoras e tagarelas não sejam abandonadas. Não que eu seja tudo isso, talvez, um pouco de cada coisa.

Pronunciamento:

“A vós todos que suportais esse convívio penoso, anuncio aqui um plano singelo de diminuir vossas despesas. Reconheço o quanto pagais por amor a este irritante amigo. Sei que fazeis de conta disfarçando não perceber, mas estais cansados. Até eu estou, e me aborreço. é minha vontade aliviar-vos dessa penúria. Sendo assim, solicito que vos retireis de mim”.

Bem…

Toda confissão espera, na verdade, compaixão. E continuo:

“Não que queira perder vossa mercê, mas procuro animar-vos a oferecer indulto a vosso amigo carente. Perdoai! Que vossa paciência se renove e, se vier a ser pesado novamente, que o bom Deus lhes dê força, porque de vós preciso o amor”.